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Justiça pode afastar Júlio Casares da presidência do São Paulo

Decisão autoriza voto online, define quórum e reacende disputa política em meio a denúncias envolvendo movimentações financeiras do presidente do Tricolor.

Por Redação
REDAÇÃO

13/01/2026 • 10:55 • Atualizado em 13/01/2026 • 10:55

Júlio Casares, atual presidente do São Paulo

Júlio Casares, atual presidente do São Paulo

Rubens Chiri / São Paulo FC

A disputa política no São Paulo Futebol Clube ganhou um novo capítulo após intervenção da Justiça no processo que pode resultar no afastamento de Júlio Casares da presidência do clube. Uma decisão tomada na noite desta segunda-feira definiu que a votação poderá ocorrer de forma híbrida, com participação presencial e também online, prevista para esta sexta-feira.

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De acordo com a interpretação judicial do Estatuto do São Paulo, o afastamento do atual presidente pode acontecer caso sejam alcançados 170 votos contrários a Júlio Casares. Já o quórum mínimo para que a eleição seja considerada válida foi fixado em 191 votantes, somando conselheiros que participarem presencialmente e aqueles que votarem de forma remota.

A decisão resgata a chamada “matemática da oposição”, que já vinha defendendo publicamente a possibilidade de afastamento do presidente com 170 votos. No entanto, Casares recorreu da decisão e ainda há a possibilidade de reversão do entendimento judicial, o que pode inclusive levar ao adiamento ou cancelamento da votação marcada para sexta-feira.

O cenário político se complica ainda mais com a publicação de uma nova reportagem do UOL. Segundo informações baseadas em relatórios do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), movimentações financeiras na conta pessoal de Júlio Casares teriam como origem recursos do próprio São Paulo Futebol Clube. O levantamento aponta que, em um único dia, o presidente recebeu 12 depósitos, realizados dez dias após a conquista da Copa do Brasil de 2023.

Essas informações contradizem a versão apresentada pela defesa de Casares, que alegava que os valores teriam origem em atividades privadas, anteriores ao exercício do cargo de presidente do clube. O caso aumenta a pressão política e institucional sobre a atual gestão e reforça o clima de instabilidade nos bastidores do Tricolor Paulista.

Enquanto isso, o São Paulo segue aguardando os próximos desdobramentos judiciais, que podem definir não apenas o futuro de Júlio Casares no comando do clube, mas também a realização da votação e os rumos da administração são-paulina nos próximos meses.