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Justiça mantém prisão de tentente-coronel por morte da PM Gisele

Inquérito de mais de mil páginas revela histórico de agressividade e ameaças; Justiça mantém prisão de Geraldo Neto, que será julgado por matar Gisele Santana.

Por Redação
REDAÇÃO

20/03/2026 • 08:41 • Atualizado em 20/03/2026 • 08:41

PM Gisele Alves Santana e tenente-coronel da PM Geraldo Leite Rosa Neto

PM Gisele Alves Santana e tenente-coronel da PM Geraldo Leite Rosa Neto

Reprodução

A Justiça mantém a prisão do tenente-coronel Geraldo Neto pela morte da esposa, a policial Gisele Santana.

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Em audiência de custódia, o TJ considerou que não houve ilegalidades na detenção, realizada nesta semana após a conclusão do inquérito sobre o caso.

Em mais de MIL páginas, o documento traz detalhes da relação do casal que mostrava sinais de agressividade por parte do coronel bem antes de Gisele ser assassinada.

Apenas cinco dias antes do crime, Gisele chega a comentar que está quase solteira, após afirmar que queria se separar; no que o coronel Neto responde: jamais será.

Além disso, a perícia comprova que a mulher foi morta com um tiro disparado por ele e foi imobilizada no momento do disparo.

O tenente-coronel Neto está detido no presídio Romão Gomes, para onde são levados policiais que cometem algum tipo de crime.

Nos próximos dias, deve ser definido se o coronel será julgado pela justiça militar ou pela comum.

A tendência é que o caso seja levado para a justiça comum, já que a militar não enquadra análise de crimes como feminicídio.

A Justiça já aceitou a denúncia contra o coronel e o tornou réu por feminicídio e fraude processual.

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