
Suzane Von Richthofen
Reprodução
A Justiça de São Paulo nomeou Suzane Von Richthofen como gestora da herança deixada pelo médico Miguel Abdalla Neto, seu tio, encontrado morto dentro de casa no bairro do Campo Belo, na Zona Sul da capital, no mês passado. O patrimônio é estimado em cerca de R$ 5 milhões e inclui imóveis e um veículo.
Miguel Abdalla Neto era solteiro, não tinha filhos e não deixou testamento, o que levou à abertura de um processo de inventário. A administração dos bens passou a ser disputada por Suzane e por uma prima do médico, a empresária Carmen Silvia Gonzalez Manhane. Com a decisão judicial, Suzane passa a atuar como inventariante, com a obrigação de prestar contas à Justiça sobre a gestão do patrimônio até a conclusão da partilha.
Na decisão, o juiz entendeu que o histórico criminal de Suzane não tem relevância jurídica no processo de inventário, uma vez que a análise se baseia no vínculo de parentesco e nas regras previstas na legislação civil. A defesa da prima afirmou, em nota, ter sido surpreendida com a decisão e informou que deve recorrer.
Suzane Von Richthofen foi condenada em 2002 pelo assassinato dos pais, Manfred e Marísia von Richthofen, crime cometido com a participação dos irmãos Daniel e Cristian Cravinhos. Todos cumprem atualmente pena em regime aberto. Após o crime, Miguel Abdala Neto chegou a ser tutor de Andreas, irmão de Suzane, que ficou como único herdeiro dos bens dos pais.
Andreas abriu mão de disputar a herança deixada pelo tio. A relação entre Suzane e Miguel era marcada por afastamento e conflitos familiares há vários anos. O processo segue em andamento e ainda não há definição sobre quem ficará, de forma definitiva, com os bens deixados pelo médico.
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