As recentes lesões graves de nomes como Rodrygo (joelho) e Marlon (tornozelo) acenderam um alerta no futebol brasileiro. Mais do que a gravidade das imagens, o debate agora gira em torno de uma estatística silenciosa e cruel: a dificuldade de retomar a performance de elite. Para entender esse cenário, conversamos com o Prof. João Barboza, membro da Sociedade Nacional de Fisioterapia Esportiva.
O perfil das lesões e o jogo moderno
Embora as lesões musculares continuem sendo as mais frequentes, a incidência aumentou drasticamente na última década. O motivo? A intensidade do jogo.
Intensidade tática: Atletas correm mais e em velocidades maiores.
Exigência física: O corpo é levado ao limite com mais frequência, aumentando o risco de rupturas ligamentares (como a do LCA — ligamento cruzado anterior).
Transição e controle de carga: Entenda os termos
Para o torcedor, termos como "transição" podem parecer vagos. Barbosa explica a ciência por trás deles:
🏟️ O dilema dos gramados: Sintético X Natural
A polêmica do gramado sintético ganha novos contornos científicos. Segundo Barboza, não existe um piso que "machuque mais", mas sim perfis de lesões diferentes:
Gramado natural: Se irregular, favorece entorses de tornozelo e joelho devido aos buracos e instabilidade.
Gramado sintético: Por ser mais "duro" e ter menor absorção de impacto, exige mais dos tendões, estando ligado a tendinopatias (tendinites).
Ideal: A padronização. A variação constante entre tipos de gramado obriga o corpo do atleta a adaptações repentinas, o que eleva o risco de lesão.
O fator psicológico e o Questionário RSI
A reabilitação não termina quando o osso cola ou o ligamento cicatriza. Existe o trauma mental.
"Imagina o trauma de um cara na hora que ele for pisar no campo de novo e receber a primeira carga no tronco."
Hoje, os clubes utilizam o Questionário RSI (ACL Return to Sport after Injury scale) para medir a prontidão psicológica. Ele avalia o quanto o atleta confia na própria articulação antes de ser exposto a situações de jogo real. Sem confiança, o atleta "refuga" o movimento, o que pode gerar novas lesões.
A perda da "explosão"
A ciência aponta que restaurar a força é possível (testes de isocinético comprovam isso), mas a razão de desenvolvimento de força (força rápida ou potência) é a valência mais difícil de recuperar.
O mito do "volta mais forte": O atleta pode até ter mais massa muscular, mas muitas vezes perde a capacidade de transferir isso para a explosão e mudança de direção rápida.
30% X 70%: Apenas 30% dos atletas que sofrem lesões graves conseguem performar exatamente no mesmo nível de antes.
*Texto gerado por IA e revisado pela equipe band.com.br
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