Em meio a um turbilhão de críticas e pressão política, o São Paulo recebeu uma notícia animadora nesta semana: o meia-atacante Lucas Moura voltou a treinar e iniciou sua fase de transição física. A recuperação do jogador acontece antes do previsto, e há a expectativa de que ele possa ficar à disposição do técnico Roger Machado ainda antes da pausa para a Copa do Mundo.
O retorno do ídolo, no entanto, contrasta com o clima tenso nos bastidores do clube. A torcida organizada continua a pressionar pela saída do executivo de futebol, Rui Costa, e agora também mira suas críticas ao gerente Rafinha, apontado como um dos articuladores da demissão do técnico Hernán Crespo.
Diante desse cenário, o presidente Harry Massis se reuniu com seus pares e fez um apelo por "paz" para que Roger Machado e Rui Costa possam trabalhar. A mensagem, no entanto, parece não ter encontrado eco entre os torcedores, que seguem desconfiados e insatisfeitos com a gestão. A análise aponta para uma diretoria que não consegue blindar seu treinador, deixando-o exposto e sobrecarregado com uma pressão que vai além dos resultados em campo.
A situação do São Paulo é um reflexo de uma crise de gestão onde as figuras de poder, como o presidente Harry Massis — um empresário de sucesso, mas com pouca vivência no futebol —, parecem perdidas. Enquanto a assessoria é criticada por uma postura "covarde" ao não dar respaldo público ao técnico, a instabilidade política continua a ser o principal obstáculo para a tranquilidade e o bom desempenho da equipe.
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