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Lula condiciona visita de assessor de Trump à liberação de Padilha

Governo brasileiro revoga visto de assessor de Trump e Lula diz que entrada só ocorrerá quando ministro Alexandre Padilha puder ir aos EUA

Por Redação
REDAÇÃO

13/03/2026 • 14:24 • Atualizado em 13/03/2026 • 14:24

Lula

Lula

JEON HEON-KYUN/Pool via REUTERS

O governo brasileiro revogou o visto do assessor do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que viria ao Brasil para visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro. A decisão foi confirmada pelo Itamaraty e ocorre em meio a um clima de tensão diplomática entre os dois países.

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O assessor, identificado como Darren Beach, tinha previsão de chegar ao país na próxima semana. A visita teria como objetivo encontrar Jair Bolsonaro, que está preso em Brasília e atualmente internado após apresentar problemas de saúde.

Segundo o Ministério das Relações Exteriores, a revogação do visto segue o mesmo princípio adotado recentemente pelo governo norte-americano ao cancelar autorizações de entrada de autoridades brasileiras nos Estados Unidos.

Ao comentar o caso, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que a entrada do assessor norte-americano no Brasil dependerá da liberação do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, para viajar aos Estados Unidos.

De acordo com Lula, a situação deve se normalizar quando houver reciprocidade entre os dois países. A fala foi feita durante agenda oficial no Rio de Janeiro.

A tensão diplomática ocorre após uma série de medidas adotadas pelo governo norte-americano, que incluem a aplicação da Lei Magnitsky contra autoridades brasileiras e a revogação de vistos de integrantes do governo. Entre os atingidos está o próprio ministro Alexandre Padilha e familiares.

Além disso, a defesa de Bolsonaro havia solicitado ao Supremo Tribunal Federal autorização para que o assessor de Trump visitasse o ex-presidente na prisão. O encontro estava previsto para ocorrer na próxima semana.

O pedido, no entanto, foi analisado pelo ministro Alexandre de Moraes, relator do processo envolvendo Bolsonaro no Supremo. Moraes solicitou informações ao Itamaraty sobre a agenda diplomática da visita.

Em resposta, o Ministério das Relações Exteriores afirmou que a reunião poderia representar uma interferência indevida em assuntos internos do Estado brasileiro.

Outro ponto considerado foi o fato de que o pedido previa um encontro fora do calendário habitual de visitas ao ex-presidente. Atualmente, Bolsonaro recebe visitas apenas às quartas e sextas-feiras no complexo penitenciário onde está detido.

Diante dessas condições, o ministro Alexandre de Moraes acabou negando a autorização para o encontro.