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Lula revela que Daniel Vorcaro reclamou de perseguição em encontro

Plano bilionário do BRB aguarda aval do Banco Central enquanto CPMI limita escopo da investigação sobre o Banco Master.

Por Redação
REDAÇÃO

06/02/2026 • 09:38 • Atualizado em 06/02/2026 • 09:38

Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master

Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master

Reprodução

O Banco Master e o BRB estão no centro das atenções em Brasília após novos desdobramentos no setor financeiro. O Banco de Brasília deve enviar ao Banco Central um plano para reforçar o balanço patrimonial em pelo menos R$ 5 bilhões, enquanto a CPMI do INSS retirou de pauta a quebra de sigilos do Banco Master.

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Segundo informações da Rádio Bandeirantes Brasília, o plano do BRB tem como objetivo reduzir riscos associados aos ativos do banco e fortalecer sua solidez no mercado. Caso seja aprovado pelo Banco Central, o conjunto de medidas deverá ser executado em até seis meses. Ações que impactem o caixa do Governo do Distrito Federal, acionista majoritário do BRB, ainda dependerão de aval político da Câmara Legislativa do DF.

No mesmo contexto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva comentou pela primeira vez o encontro que teve com Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, em dezembro de 2024. Lula afirmou que reuniões com empresários fazem parte da rotina presidencial e que, na ocasião, ouviu relatos de suposta perseguição, mas garantiu que não houve interferência política. Segundo o presidente, qualquer apuração deve ser técnica e conduzida pelo Banco Central.

Já na CPMI do INSS, o requerimento que previa a quebra dos sigilos bancário e fiscal do Banco Master foi retirado de pauta. A justificativa foi de que a medida extrapolaria o objeto da comissão, criada para investigar irregularidades em empréstimos consignados contratados por aposentados e pensionistas. O entendimento do comando da CPMI é de que o acesso amplo às operações do banco não contribuiria para o relatório final e poderia contrariar limites jurídicos.

Parlamentares divergem sobre a decisão. Parte da oposição vê a retirada como tentativa de restringir o alcance das investigações, enquanto governistas defendem que o foco deve permanecer nos cerca de 251 mil contratos com indícios de irregularidades apontados pelo INSS.

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