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Lula se reuniu por cerca de uma hora e meia com Vorcaro em dezembro de 2024

Revelações sobre reuniões, contratos milionários e atuação do Banco Master geram reação no Congresso e pedidos de investigação.

Por Redação
REDAÇÃO

28/01/2026 • 09:15 • Atualizado em 28/01/2026 • 09:15

Crise no governo Lula

Crise no governo Lula

Agência Brasil

Uma crise política se instalou no governo federal após revelações sobre a relação entre o presidente Lula, o ex-ministro da Justiça Ricardo Lewandowski e o Banco Master. Informações indicam que Lula se reuniu por cerca de uma hora e meia, em dezembro de 2024, com Daniel Vorcaro, proprietário da instituição financeira.

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As denúncias também envolvem um contrato firmado entre o Banco Master e o escritório de advocacia de Ricardo Lewandowski, do qual participam o ex-ministro e seus filhos. O acordo previa pagamentos mensais de 250 mil reais. Segundo as apurações, 21 desses repasses ocorreram enquanto Lewandowski ainda exercia o cargo de ministro da Justiça, somando mais de 5 milhões de reais, dentro de um total de 6,5 milhões pagos ao escritório.

Em nota divulgada à imprensa, Lewandowski afirmou que se afastou do escritório e suspendeu sua licença como advogado ao assumir o ministério. No entanto, a relação contratual teria continuado por meio da atuação dos demais integrantes do escritório, o que ampliou o desgaste político do caso.

Fontes apontam que o tema teria sido tratado em conversa entre Lewandowski e Lula no momento em que o então ministro pediu demissão, numa tentativa de reduzir o impacto político da divulgação do contrato. Apesar disso, assessores do Palácio do Planalto afirmaram que o presidente não tinha conhecimento prévio do acordo com o Banco Master.

A repercussão no Congresso Nacional foi imediata. Parlamentares anunciaram a intenção de abrir investigações para apurar as relações do banco com o governo. O relator da CPI do crime organizado no Senado e o relator da CPMI do INSS manifestaram interesse em incluir o Banco Master nas apurações, especialmente no que diz respeito a operações de crédito consignado.

As investigações e a reação política ampliam a pressão sobre o governo e aprofundam a crise envolvendo o ex-ministro da Justiça e o Banco Master.

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