
Presidente afirma que Lulinha “vai pagar o preço” se houver envolvimento
Marcelo Camargo/Agência Brasil
Lula comentou pela primeira vez as suspeitas que envolvem seu filho mais velho, Fábio Luiz, o Lulinha, no âmbito da CPMI do INSS. O presidente afirmou que, caso haja envolvimento nas fraudes investigadas, o filho deverá pagar o preço, reforçando que não haverá proteção pessoal.
A declaração de Lula ocorreu após a Polícia Federal identificar pagamentos de R$ 300 mil feitos por Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “careca do INSS”, a uma empresa pertencente a Roberta Luxinger, apontada como amiga de Lulinha. A PF apura se existiu uma sociedade oculta entre Lulinha e Antunes, investigado por suspeitas de participação em fraudes envolvendo aposentadorias e pensões.
No Congresso, parlamentares da oposição fecharam acordo na CPMI do INSS para adiar a análise de requerimentos que atingem aliados tanto de Lula quanto do ex-presidente Jair Bolsonaro. Entre os alvos citados estão o filho do ex-ministro da Justiça Ricardo Lewandowski, o ex-chefe da Previdência no governo Bolsonaro, Onyx Lorenzoni, e empresas ligadas a Roberta Luxinger.
Durante entrevista, Lula relatou ter chamado o filho para uma conversa direta, afirmando que apenas ele conhece a verdade dos fatos. Segundo o presidente, se houver irregularidades, a responsabilização deve ocorrer, e, se não houver, a defesa deve ser feita nos autos da investigação.
A CPMI também avalia novos pedidos de informação, incluindo um requerimento para que a ANAC forneça dados completos sobre voos de aeronaves ligadas à empresa Viking Participações, associada a Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master. O pedido ainda será analisado pela comissão.
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