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Marco Buzzi pode sofrer aposentadoria compulsória após denúncia de assédio

Denúncia de jovem de 18 anos é analisada pelo CNJ e pode levar à aposentadoria compulsória de ministro do STJ.

Por Redação
REDAÇÃO

06/02/2026 • 09:43 • Atualizado em 06/02/2026 • 09:43

Ministro do STJ é acusado de assédio sexual

Ministro do STJ é acusado de assédio sexual

Reprodução

Um ministro do STJ é investigado por assédio sexual após denúncia feita por uma jovem de 18 anos ao Conselho Nacional de Justiça. O caso envolve o ministro Marco Buzzi, acusado de ter agarrado a vítima à força e tentado beijá-la durante uma estadia em Santa Catarina.

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A jovem foi ouvida por cerca de duas horas pela Corregedoria do CNJ, em Brasília, e relatou que os episódios ocorreram enquanto estava hospedada com os pais na casa do ministro, amigo da família há décadas. Segundo o depoimento, após os fatos, ela deixou o local chorando, retornou a São Paulo e registrou boletim de ocorrência.

Ainda de acordo com o relato, o ministro teria discutido com os pais da jovem após os episódios. Marco Buzzi não compareceu ao STJ e apresentou atestado médico, estando internado em um hospital particular de Brasília. Nos bastidores da Corte, as acusações são tratadas como graves.

O ministro responde atualmente a três frentes de apuração: sindicância no STJ, denúncia no CNJ e investigação criminal conduzida pelo Supremo Tribunal Federal. Há avaliação interna de que, caso não consiga comprovar sua inocência, Buzzi poderá ser submetido à aposentadoria compulsória.

Em nota, o ministro afirmou ter sido surpreendido pelas acusações, negou os fatos e declarou repudiar qualquer insinuação de conduta imprópria. A expectativa é de que as decisões do STJ e do CNJ sobre o futuro do magistrado ocorram nos próximos dois meses.

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