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Mendonça define plano para delação de Vorcaro: "É benefício, não direito"

Ministro do STF avisa que só homologará o acordo de Daniel Vorcaro se houver "fatos novos" e avanços claros para a investigação da PF, além de uma devolução de valores que penalize de fato o banqueiro.

Por Redação
REDAÇÃO

10/04/2026 • 08:05 • Atualizado em 10/04/2026 • 08:05

André Mendonça, ministro do STF

André Mendonça, ministro do STF

Rosinei Coutinho/STF

O ministro do Supremo André Mendonça diz a interlocutores que já tem o plano para análise da delação premiada do dono do Banco Master.

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Segundo apuração do repórter Caiã Messina, da Band Brasília, ele afirmou que vai comparar a proposta de acordo de Daniel Vorcaro com a investigação da Polícia Federal.

Mendonça destacou que "fará uma análise detalhada, com datas, nomes e provas".

Se constatar "avanços" na investigação, a delação será homologada.

Caso contrário, o ministro do Supremo ressaltou que "nao há obrigatoriedade nenhuma" em conceder o benefício ao banqueiro.

Mendonça repetiu diversas vezes que a delação é um "benefício, não um direito", e que para consegui-la, o investigado precisa "apresentar fatos novos".

O ministro também se mostrou preocupado com a quantia que Vorcaro terá de devolver.

De acordo com o repórter Caiã Messina, relator da ação do Banco Master no STF disse que "precisa ser algo capaz de mostrar à sociedade que ele está sendo de fato penalizado".

A expectativa no gabinete é que a proposta de delação seja apresentada em meados do mês que vem.

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