
Nova fase de investigações do INSS coloca assessor direto de Lula no radar da Polícia Federal
Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil
As apurações conduzidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o escândalo envolvendo o "careca do INSS", Antônio Carlos Camilo Antunes — preso por determinação do ministro André Mendonça —, trouxeram à tona novos elementos obtidos a partir de mensagens de WhatsApp apreendidas pela Polícia Federal.
O material complica a situação de Swedenberger Barbosa, conhecido como Berge, chefe de gabinete adjunto do gabinete pessoal do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e figura de confiança absoluta no Palácio do Planalto.
Conexões e Omissões na Agenda Oficial
As conversas entregues por um colaborador à PF revelam uma relação estreita entre Berge e o lobista, remontando ao período em que o assessor atuava como número dois no Ministério da Saúde:
"Orientação em mãos": Em mensagens de novembro de 2024, o "careca do INSS" indicava a interlocutores que Berge já estaria com determinada orientação em seu poder, gerando reações entusiasmadas nos chats investigados.
Reuniões Ocultas: Registros de dezembro do mesmo ano apontam o agendamento de um encontro entre Berge e o lobista — ligado a uma empresa de cannabis medicinal —, reunião esta que foi omitida da agenda oficial do assessor presidencial.
As apurações também apontam que Berge mantinha proximidade com Roberta Luxinja, lobista investigada por supostos esquemas de liberação de recursos na saúde e que também teria efetuado repasses ao ex-secretário particular de Lula, Marco Aurélio Ribeiro (o "Marcola"), demitido recentemente do cargo.
Enquanto a oposição intensifica cobranças por esclarecimentos, o avanço das evidências sobre membros do núcleo duro do governo coloca a administração federal sob forte escrutínio público e político.
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