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Missão Artemis 2 quebra recorde de distância da Terra da Apollo 13

Nave não tripulada ultrapassou a marca de 400 mil km de distância da Terra, intensificando a competição espacial entre Estados Unidos e China por um novo pouso lunar.

Por Redação
REDAÇÃO

06/04/2026 • 15:39 • Atualizado em 06/04/2026 • 15:39

Artemis 2

Artemis 2

Reuters

A missão Artemis 2, da NASA, alcançou um feito histórico na exploração espacial ao quebrar o recorde de distância de uma nave projetada para voos tripulados em relação à Terra. A cápsula ultrapassou a marca de 400.171 quilômetros, um limite que pertencia à icônica missão Apollo 13 desde sua dramática jornada em 1970. O recorde anterior foi estabelecido durante a tensa operação de resgate para trazer os astronautas de volta ao nosso planeta após uma explosão a bordo.

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A conquista da Artemis 2 é um marco significativo no programa que visa restabelecer a presença humana na Lua. Este evento acontece em um contexto de uma nova e intensa corrida espacial, desta vez protagonizada por Estados Unidos e China, com a Índia também se destacando com missões relevantes. O objetivo principal de chineses e americanos é claro: ser o próximo país a realizar um pouso tripulado na superfície lunar, um feito não repetido desde o fim do programa Apollo, no início dos anos 1970.

Um dos principais desafios para a concretização desses ambiciosos projetos continua sendo o aspecto financeiro. O custo para desenvolver, lançar e operar missões de pouso lunar é estimado na casa dos bilhões de dólares. Essa verba compete diretamente com outros orçamentos governamentais massivos, como os investimentos na indústria bélica e os custos de operações militares. A comparação com o gasto diário de um bilhão de dólares em conflitos, como o mencionado na discussão, ilustra a magnitude dos recursos necessários e explica, em parte, por que a exploração lunar tripulada foi interrompida por décadas.

O programa Apollo, que culminou com a chegada do homem à Lua em 1969 com a Apollo 11, gradualmente perdeu o apelo popular nos anos seguintes. A missão Apollo 13, por exemplo, já não recebia a mesma cobertura massiva da mídia até que o acidente a transformou em um drama global. Após o fim do programa, a exploração espacial se concentrou em outras áreas, deixando a Lua em segundo plano.