
Artemis 2
Reuters
A missão Artemis, da NASA, está prestes a realizar um feito histórico nesta segunda-feira (06): pela primeira vez, uma tripulação humana sobrevoará o lado oculto da Lua. A manobra, que representa um marco na exploração espacial desde o programa Apolo, deixará os astronautas sem qualquer comunicação com o centro de controle na Terra por 40 minutos, enquanto a própria Lua bloqueia os sinais.
Segundo o correspondente da Rádio Bandeirantes, Felipe Killing, a agência espacial americana está "apreensiva, mas confiante" com o procedimento. A missão, que começou em 1º de abril e tem previsão de término para 11 de abril, não inclui um pouso na superfície lunar nesta fase. O retorno de astronautas ao solo da Lua está programado para 2028.
Este cronograma ambicioso é parte de uma nova e intensa corrida espacial, desta vez entre os Estados Unidos e a China. Pequim tem seu próprio plano de levar uma missão tripulada para pousar na Lua em 2030, e Washington quer garantir a dianteira, chegando dois anos antes.
O interesse renovado na Lua vai muito além da exploração científica. O satélite natural da Terra é visto como uma nova fronteira econômica e estratégica. A principal razão para a corrida é a presença de recursos valiosos:
Minérios Raros: A Lua possui minerais importantes para a fabricação de produtos de alta tecnologia na Terra.
Construção no Espaço: Há matéria-prima suficiente para construir bases e outras estruturas diretamente em solo lunar, sem a necessidade de transportar materiais da Terra.
Combustível para Foguetes: No Polo Sul da Lua, a existência de gelo pode permitir a produção de combustível, transformando a Lua em um "pit stop" ou ponto de reabastecimento para missões mais longas.
Essa última possibilidade é fundamental para o futuro da exploração espacial, incluindo as aguardadas missões para Marte. A Lua poderia funcionar como uma base intermediária, onde as naves seriam reabastecidas antes de seguir viagem para o planeta vermelho. A missão Artemis é, portanto, o primeiro passo crucial nesta nova era de competição geopolítica e ambição econômica para além da Terra.
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