
Jair Bolsonaro
© Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, reverteu sua própria decisão e negou, nesta quinta-feira, a visita de Darren Beattie, assessor do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que se encontra no Complexo Penitenciário da Papuda. A reviravolta ocorreu menos de 24 horas após Moraes ter inicialmente autorizado o encontro, que estava previsto para o próximo dia 18.
O pedido para a visita foi protocolado pela defesa de Bolsonaro na última terça-feira. Na quarta-feira, o ministro havia deferido a solicitação, permitindo que Beattie se encontrasse com o ex-chefe de Estado. Contudo, em uma nova análise, Moraes reconsiderou, acolhendo argumentos sobre a natureza da visita. A justificativa central para a proibição foi o fato de o encontro não ter sido organizado no contexto diplomático adequado, sem comunicação prévia às autoridades diplomáticas brasileiras competentes.
A mudança de postura do ministro foi influenciada por uma manifestação do Ministério das Relações Exteriores do Brasil. Antes da decisão final de Moraes, o Itamaraty informou que a realização do encontro, nas condições em que foi proposto, poderia ser interpretada como uma "indevida ingerência nos assuntos internos do Estado brasileiro". Essa avaliação foi crucial para que a permissão fosse revista, destacando a sensibilidade política e diplomática que envolve a situação jurídica do ex-presidente.
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