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Motorista de ônibus fica 13h parado na Anchieta após acidente: 'Ecovias não deu nenhum apoio'

Luciano, que é ouvinte da Rádio Bandeirantes, relatou como foi passar a noite parado com 30 passageiros na Rodovia Anchieta após um caminhão derrubar uma passarela na via

Da redação
DA REDAÇÃO

14/03/2025 • 09:02 • Atualizado em 14/03/2025 • 09:02

Resumo

Um caminhão derrubou uma passarela para pedestres no noite desta quinta-feira (13), na Rodovia Anchieta, na região de Cubatão. O acidente provocou a interdição completa da via nas proximidades do quilômetro 52. Na manhã desta sexta, a via já estava parcialmente liberada. A liberação da pista Sul, sentido litoral, aconteceu por volta das 9h30 desta sexta.

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Com a interdição total enquanto a Ecovias trabalhava para remover os destroços da passarela, Luciano, motorista de ônibus e ouvinte da Rádio Bandeirantes, relatou que passou cerca de 13 horas parado na rodovia com 30 passageiros.

Ele e os passageiros deixaram a rodoviária do Terminal Jabaquara às 15h15 com destino a cidade de Santos, no litoral de São Paulo. Ao entrar na via, passaram por uma Operação Comboio, procedimento de segurança adotado pela Ecovias durante condições de visibilidade reduzida causadas por neblina intensa.

Ficamos sem água e sem nenhum tipo de apoio da Ecovias. Um passageiro chegou a ligar pra Ecovias, mas não tivemos resposta

Ao deixar a Operação Comboio, o acidente já havia ocorrido e o ônibus precisou parar novamente por volta das 19h. Dessa vez, a espera durou 13 horas. Segundo o motorista, a Ecovias, concessionária que administra o Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI), não ofereceu nenhum tipo de apoio aos passageiros ou a ele.

“Foi um caos. Estava com 30 passageiros dentro do ônibus, com idosos e algumas pessoas passaram mal porque ficaram sem comer. A gente não tinha o que oferecer pra essas pessoas", disse Luciano ao Jornal Gente, da Rádio Bandeirantes.

Segundo o motorista, durante a madrugada e com o trânsito ainda completamente travado, um ambulante passou pelo veículo e os passageiros puderam comprar algo para comer e beber. A empresa de ônibus para qual Luciano trabalha também não conseguiu oferecer apoio devido a dificuldade em acessar o local.

'Foi um verdadeiro caos. Por sorte, passou um ambulante que vendeu algumas coisas aos passageiros e amenizou um pouco essa situação. Foi difícil principalmente pelas pessoas idosas", relatou. Luciano e os passageiros chegaram em Santos por volta das 8h20 desta sexta.

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