
Entregadores promovem paralisação por melhores condições de trabalho
Paulo Pinto/Agência Brasil
Os motoristas de aplicativos pretendem fazer uma paralisação nacional amanhã, dia 14 de abril.
O objetivo é protestar contra a proposta que regulamenta o trabalho no transporte privado e de entregas.
O movimento coincide com a data em que o texto deverá ser analisado na comissão especial da Câmara dos Deputados.
De acordo com a Federação Nacional dos Sindicatos de Motoristas por Aplicativos, uma carreata está prevista rumo a Brasília.
O presidente da entidade, Leandro Cruz, afirma que a categoria foi ignorada pelo relator da proposta, o deputado Augusto Coutinho, do Republicanos.
Uma versão inicial do projeto de lei foi apresentada em dezembro do ano passado, quando os representantes da categoria participaram das discussões.
O texto incluía um adicional noturno e para domingos e feriados e um bônus de 30% no mês de dezembro.
Além de um capital mínimo de 150 mil reais para acidentes, invalidez ou morte.
Já a nova versão remove a obrigatoriedade dos adicionais noturnos e de feriados e reduz o valor do capital segurado obrigatório para 120 mil reais.
Ambas versões mantêm a alíquota de 5% para o trabalhador e 20% para a empresa sobre o salário de contribuição, que corresponde a 25% da remuneração bruta.
O deputado Augusto Coutinho afirma que as mudanças ocorreram em um esforço para tornar o texto "politicamente mais viável".
Se for aprovado na Comissão Especial amanhã, a regulamentação do transporte privado e de entregas pode ir à votação no plenário já na quarta-feira.
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