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MPF gasta meio bilhão em "penduricalhos" e luta no STF por privilégios

Cláudio Humberto revela que, enquanto luta para manter a aposentadoria como punição branda, cúpula do Ministério Público distribui regalias que furam o teto constitucional.

Por Redação
REDAÇÃO

01/04/2026 • 09:18 • Atualizado em 01/04/2026 • 09:18

Cláudio Humberto

Em uma análise no Jornal Gente, da Rádio Bandeirantes, o jornalista Claudio Humberto expôs os gastos vultosos do Ministério Público Federal (MPF) com "penduricalhos" e privilégios para seus membros. Segundo dados do próprio MPF, que "nem se acanham de divulgar", foram destinados quase meio bilhão de reais para essas regalias apenas de janeiro de 2025 para cá. Ao mesmo tempo, a cúpula da instituição, a Procuradoria-Geral da República (PGR), está em pé de guerra contra o Supremo Tribunal Federal (STF) para preservar um de seus maiores benefícios corporativos.

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O centro da disputa é a aposentadoria compulsória, usada como punição máxima para juízes e procuradores que cometem infrações disciplinares. Na prática, como aponta Humberto, a medida é uma "penalidade malandra", pois o infrator é "punido" com um salário vitalício sem precisar trabalhar. Recentemente, o ministro do STF, Flávio Dino, concedeu uma liminar para extinguir essa penalidade, mas a PGR, que deveria zelar pelos interesses da cidadania, recorreu ao plenário para manter o benefício para a categoria. Agora, o caso está em aberto e aguarda julgamento.

Enquanto trava essa batalha judicial, os números dos contracheques da elite do MPF impressionam. Claudio Humberto destaca que, embora a PGR alegue respeitar o teto constitucional, o chefe da instituição, Paulo Gonet, iniciou os anos de 2025 e 2026 recebendo o dobro do limite. Em janeiro deste ano, por exemplo, seu salário líquido, "limpo em sua conta", foi de R$ 82.700.

O mecanismo para ultrapassar o teto, segundo o jornalista, está na criação de uma série de verbas que não são consideradas no cálculo. Apenas com as chamadas "verbas indenizatórias", o MPF gastou R$ 375 milhões desde o início de 2025. Somam-se a isso R$ 66 milhões em "outras remunerações temporárias" – cuja natureza não é detalhada – e outros R$ 17,3 milhões em abonos. Nenhum desses valores entra na conta do teto.

O próprio Procurador-Geral da República, Paulo Gonet, segundo a análise, teria recebido R$ 751 mil apenas em gratificações e indenizações no período.

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