
Jeffrey Epstein
Reprodução
Jeffrey Epstein volta ao centro do debate após mulheres que sobreviveram aos abusos sexuais pressionarem o Departamento de Justiça dos Estados Unidos a acelerar os inquéritos. A cobrança ocorre em meio à prisão do príncipe Andrew no Reino Unido e ao aumento da pressão política pela liberação integral dos documentos do caso Epstein.
O ex-integrante da família real britânica foi detido por suspeita de má conduta em cargo público e liberado após quase 11 horas. A polícia segue realizando buscas na região do Castelo de Windsor. O rei Charles afirmou que a lei deve seguir seu curso, enquanto o primeiro-ministro britânico declarou que qualquer pessoa com informações sobre violência contra mulheres e meninas deve procurar as autoridades.
Nos Estados Unidos, parlamentares intensificaram a pressão para que o Departamento de Justiça divulgue a íntegra dos arquivos de Jeffrey Epstein. O presidente Donald Trump classificou a prisão de Andrew como “muito triste” e afirmou ter sido absolvido em investigações relacionadas ao caso.
Jeffrey Epstein construiu carreira no mercado financeiro administrando fortunas de bilionários como Lex Wexner, fundador da marca Victoria’s Secret. Ao longo dos anos, acumulou influência, propriedades e promoveu festas frequentadas por empresários, políticos e celebridades. Segundo investigações, menores eram recrutadas por Ghislaine Maxwell e abusadas nesses encontros.
Em 2008, Epstein firmou acordo judicial por exploração de menores. Em 2019, foi novamente preso, mas morreu um mês depois na prisão, em Nova Iorque. A morte ampliou a pressão por responsabilização de possíveis envolvidos. As sobreviventes acusam a procuradora-geral Pam Bondi de retardar o avanço das investigações, enquanto nomes como Donald Trump e Bill Clinton aparecem em registros fotográficos ligados ao financista.
O caso Epstein segue sob intensa cobrança pública e política nos Estados Unidos.
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