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Nível do Cantareira acende alerta e reforça necessidade de economia de água

Com fim do período chuvoso, sistema registra queda e medida de redução de pressão segue ativa durante a madrugada na Grande São Paulo

Por Redação
REDAÇÃO

20/03/2026 • 13:54 • Atualizado em 20/03/2026 • 13:54

Cantareira

Cantareira

Reprodução/Agência Brasil

O fim do período mais intenso de chuvas em São Paulo já começa a impactar os níveis dos reservatórios, especialmente o Sistema Cantareira, que encerra o verão em situação de atenção. Atualmente, o nível está em 43%, o mais baixo registrado para o período nos últimos dez anos.

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A comparação com o ano passado acende ainda mais o alerta: na mesma época, o sistema operava com cerca de 59% da capacidade. A diferença significativa reforça a preocupação com o abastecimento nos próximos meses, especialmente com a chegada do outono e a tendência de redução das chuvas.

Diante desse cenário, a Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo autorizou a Sabesp a manter a redução da pressão da água durante a madrugada, entre 22h e 5h. A medida tem como objetivo preservar os níveis dos reservatórios e evitar um agravamento da situação.

Especialistas destacam que, embora o sistema integrado de abastecimento ainda opere com cerca de 56% da capacidade total, há uma desigualdade na distribuição de água entre os mananciais. Enquanto alguns reservatórios apresentam níveis elevados, como Guarapiranga, outros, como o Cantareira, seguem mais pressionados.

Essa diferença evidencia a necessidade de melhorias estruturais no sistema, incluindo maior interligação entre reservatórios e investimentos em infraestrutura para redistribuição de água. Projetos de ampliação e conexão entre sistemas já estão em andamento, mas ainda não são suficientes para equilibrar a oferta em toda a região metropolitana.

Além disso, a discussão sobre aproveitamento de água da chuva e melhor gestão dos recursos hídricos volta à tona. Em uma cidade com alto volume de precipitação ao longo do ano, especialistas apontam que ainda há desperdício significativo de água que poderia ser reutilizada.

Enquanto soluções estruturais não avançam na velocidade necessária, a principal recomendação segue sendo o uso consciente. Evitar desperdícios, como lavar calçadas com mangueira ou uso excessivo de água em limpezas, é fundamental para preservar os níveis dos reservatórios.

A tendência para os próximos meses ainda depende das condições climáticas. A previsão de fenômenos como El Niño pode trazer mais chuvas para algumas regiões, mas não há garantia de que isso será suficiente para reverter o cenário atual.

Com isso, o momento é de atenção e responsabilidade no consumo, para evitar que a situação evolua para uma crise hídrica mais severa na Grande São Paulo.