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Nível do Cantareira cai para 24% e especialista alerta para "iminência de crise hídrica" em SP

Níveis do Cantareira e Alto Tietê estão abaixo de 25% da capacidade. Professor da Unicamp pede economia de água para evitar um 2026 "gota a gota"

Por Redação
REDAÇÃO

23/10/2025 • 14:31 • Atualizado em 23/10/2025 • 14:31

A Grande São Paulo enfrenta uma séria ameaça de nova crise hídrica com a queda contínua dos níveis de seus principais reservatórios. Dados de outubro mostram que o Sistema Cantareira opera com apenas 24% de sua capacidade total, recebendo menos da metade da vazão histórica esperada para o mês. O Sistema Alto Tietê está em situação igualmente crítica, com 23%. Em entrevista à Rádio Bandeirantes, um especialista da Unicamp alertou para a "iminência de uma crise hídrica" e pediu que a população economize água imediatamente para evitar um cenário pior em 2026.

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Níveis críticos no Cantareira e Alto Tietê

O boletim diário sobre a situação dos mananciais revela um cenário alarmante. O Sistema Cantareira está recebendo apenas 42% da sua média histórica de vazão natural para outubro, o equivalente a 12.360 litros por segundo, quando a média é de 29.000 L/s. Com isso, seu nível total é de apenas 24%.

O Sistema Alto Tietê também está em situação crítica, operando com 23% de sua capacidade e recebendo cerca de 3.000 L/s a menos do que a média histórica para este mês. A situação persiste apesar das medidas de contingência, como a redução da pressão da água enviada pela Sabesp, uma ação em vigor desde agosto que já poupou mais de 25 bilhões de litros.

O alerta de um 2026 "gota a gota"

Diante dos números, o professor da área de hidrologia e gestão de recursos hídricos da Unicamp, Antônio Carlos Ufo, fez um alerta direto sobre os riscos do momento atual. Ele enfatizou que a prudência é necessária e que a população deve agir agora.

"Existe uma possibilidade de nós estarmos na eminência de uma crise hídrica. É bom você começar a fechar as torneiras e guardar água, né? Porque se entrarmos na crise hídrica, quanto maior for o volume armazenado, melhor pra gente. Se não chover, nós vamos ter um longo período seco, né, que seria de abril até outubro do ano que vem, gerenciando gota a gota. Aí vai ser pior", declarou Ufo.

Previsão do tempo não ajuda

Os jornalistas da Rádio Bandeirantes destacaram que, embora a crise possa não se instalar plenamente em 2025, o risco maior é para 2026. A previsão do tempo imediata não é animadora: não há expectativa de chuva significativa até domingo, com as temperaturas podendo atingir 31°C. Embora uma frente fria seja esperada para a próxima semana, não há garantia de que será a "chuva mais prolongada" necessária para primeiro umedecer a terra, que está muito seca, e depois, de fato, reabastecer os reservatórios.

O que evita um colapso imediato, similar ao de 2015, é o sistema integrado, que permite o remanejamento de água de outros mananciais, como o Guarapiranga (atualmente com 54%, e a água puxada do Paraíba do Sul. Ainda assim, o recado é de economia máxima, como usar a capacidade total da máquina de lavar e substituir a mangueira pelo balde ao lavar o carro.

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