
Estreito de Ormuz tem um papel central no comércio de petróleo
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O novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, fez seu primeiro pronunciamento desde que assumiu o poder e prometeu manter os ataques contra bases militares dos Estados Unidos no Oriente Médio. Em uma mensagem divulgada apenas em áudio, ele também afirmou que o Estreito de Hormuz continuará fechado.
O estreito é considerado uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo para o transporte de petróleo. Com cerca de 30 quilômetros de largura em seu ponto mais estreito, ele concentra grande parte do fluxo global de petróleo vindo do Oriente Médio.
Segundo serviços de inteligência dos Estados Unidos e de Israel, o Irã teria espalhado entre cinco e seis mil minas navais na região, tanto flutuantes quanto submersas. A presença desses artefatos torna extremamente complexa a reabertura da passagem para navios petroleiros.
Diferentemente de grandes operações militares, o lançamento dessas minas pode ser feito com embarcações simples, o que dificulta ainda mais o controle e a retirada do material explosivo.
Ataques continuam na região
Enquanto o bloqueio permanece, os confrontos militares seguem em diferentes pontos do Oriente Médio. As forças dos Estados Unidos continuam atacando embarcações iranianas que estariam responsáveis por lançar minas na área do Estreito de Hormuz.
Ao mesmo tempo, o Irã realizou novos ataques contra alvos americanos e contra navios comerciais. Um drone atingiu um hotel de luxo em Dubai e dois petroleiros — um de propriedade da Grécia e outro dos Estados Unidos — foram atacados na costa do Iraque.
Além disso, o conflito também se intensificou no Líbano. Bombardeios realizados por Israel na região de Beirute deixaram ao menos 15 mortos. Um dos ataques atingiu uma praia onde refugiados e deslocados da guerra estavam abrigados em barracas, provocando a morte de oito pessoas.
De acordo com autoridades locais, mais de 600 pessoas já morreram no Líbano desde o início da escalada do conflito regional, e cerca de 700 mil foram obrigadas a deixar suas casas.
Petróleo dispara no mercado internacional
A tensão no Oriente Médio já provoca forte impacto no mercado global de energia. O preço do barril de petróleo voltou a subir e chegou a atingir quase US$ 100.
Antes do início da guerra, o barril era negociado entre US$ 65 e US$ 70. Com o agravamento da crise, a cotação chegou a ultrapassar novamente a marca dos US$ 100, refletindo o temor de interrupções no fornecimento global.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, comentou o aumento nas redes sociais e afirmou que o país continua lucrando com a alta do petróleo, já que é atualmente o maior produtor mundial da commodity.
Trump também declarou que a prioridade do governo americano é impedir que o Irã desenvolva armas nucleares e ampliar a pressão militar na região.
Medidas para conter impacto no Brasil
O aumento do preço internacional do petróleo também trouxe reflexos no Brasil. O governo anunciou medidas emergenciais para reduzir o impacto da alta nos combustíveis.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou uma medida provisória que zera temporariamente a cobrança de PIS e Cofins na importação de diesel. A medida terá validade inicial até 31 de maio.
Além disso, foi criado um mecanismo de subvenção para produtores e importadores de diesel, que deverá ser repassado ao consumidor final.
Somadas, as ações do governo podem reduzir o preço do diesel nas bombas em até 64 centavos por litro.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que produtores que obtiverem lucros elevados com a alta do petróleo pagarão um imposto temporário sobre exportações de óleo bruto.
Segundo ele, a medida busca reduzir os efeitos da guerra sobre os consumidores e garantir o abastecimento interno durante o período de instabilidade internacional.
O governo também convocou representantes das principais distribuidoras de combustíveis do país para uma reunião em Brasília, com o objetivo de garantir que as reduções de impostos sejam efetivamente repassadas aos consumidores.
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