
Placas
Reprodução/Agência Brasil
Um novo dispositivo de segurança para placas de veículos está em fase de testes no Brasil e pode ser implantado nos próximos meses como uma ferramenta de combate à clonagem de placas. A tecnologia, chamada de “parafuso inteligente”, foi desenvolvida para dificultar a troca irregular de placas e auxiliar na identificação de veículos envolvidos em crimes.
Atualmente, as placas são fixadas com parafusos comuns, que podem ser retirados com facilidade. A ausência do antigo lacre obrigatório do Detran facilitou a substituição irregular das placas, prática utilizada por criminosos para cometer infrações ou assaltos sem que o veículo real seja identificado.
Segundo dados do Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran-SP), cerca de 5 mil pessoas por mês são vítimas de clonagem de placas apenas no estado.
Tecnologia utiliza chip e leitura por proximidade
O novo dispositivo funciona como um lacre inteligente instalado na fixação da placa do veículo. Ele conta com um chip que pode ser identificado por leitura de proximidade ou por sistemas já existentes de monitoramento.
A tecnologia utiliza identificação por radiofrequência (RFID), permitindo que o dispositivo seja detectado quando o veículo passa por estruturas capazes de fazer esse tipo de leitura.
Caso a placa seja removida ou substituída, o sistema pode emitir um alerta, permitindo que as autoridades identifiquem possíveis irregularidades durante fiscalizações.
Integração com sistemas de pedágio e estacionamento
Além da leitura por equipamentos de fiscalização, o dispositivo também pode ser identificado em sistemas eletrônicos já presentes nas vias, como pedágios automáticos e sistemas de estacionamento.
Outro diferencial é a possibilidade de armazenar dados criptografados do veículo, o que permite rastreabilidade e dificulta adulterações. Dessa forma, o sistema cria uma camada adicional de segurança para identificar tentativas de fraude.
Projeto passa por fase de testes
O “parafuso inteligente” ainda está em fase de testes e validação jurídica antes de uma possível implementação em larga escala. Os testes estão sendo realizados em três cidades brasileiras: Magé, no Rio de Janeiro; Leopoldina, em Minas Gerais; e Serra, no Espírito Santo.
O processo é acompanhado pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), responsável por certificar o equipamento. A Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) também participa da avaliação para garantir que a tecnologia seja compatível com o padrão de placas do Mercosul, utilizado atualmente no Brasil.
Se aprovado, o sistema poderá representar um avanço no combate a fraudes e crimes relacionados à adulteração de placas de veículos.
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