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Nunes estuda desapropriação do Jockey Club e diz: "Ricos não terão tratamento diferenciado"

O prefeito de São Paulo disse que o clube tem uma dívida de mais de R$ 800 milhões e que não cumpre com seus deveres com o município

Por Redação
REDAÇÃO

15/04/2025 • 13:04 • Atualizado em 15/04/2025 • 13:04

Durante entrevista ao programa Manhã Bandeirantes, da Rádio Bandeirantes, nesta segunda-feira (15), o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), afirmou que a Prefeitura está realizando estudos para a desapropriação do Jockey Club de São Paulo. O espaço, localizado em área nobre da zona oeste da capital, acumula dívidas superiores a R$ 800 milhões com o município, segundo o prefeito.

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"É uma situação bastante complexa. O Jockey deve mais de R$ 800 milhões e agora estamos realizando estudos para a desapropriação. O Jockey é um devedor, então é obrigação do prefeito cobrar essa dívida em nome dos cofres da cidade. Não é porque o local é frequentado por pessoas ricas que o tratamento vai ser diferenciado", declarou.

Nunes também ressaltou que o clube não paga impostos municipais essenciais. “Eles não pagam IPTU, não pagam ISS, são maus pagadores e não cumprem com seus deveres com o município. Isso impede a Prefeitura de realizar serviços com os impostos que deveriam estar sendo arrecadados.”

Além de tratar da situação do Jockey, o prefeito também comentou as ações da Prefeitura na região central de São Paulo, especialmente no entorno da Favela do Moinho. O local é alvo de ações conjuntas com o Governo do Estado, dentro do plano de revitalização do centro da cidade.

"A Favela do Moinho é, evidentemente, um lugar onde vivem trabalhadores, pessoas honestas e corretas. Mas, infelizmente, acabou sendo infiltrado por traficantes que abastecem toda a região central. Já houve prisões de traficantes de peso que atuavam ali, e agora o governador Tarcísio de Freitas quer realizar a selagem da área para identificar quem realmente mora lá, garantindo o provimento habitacional às pessoas de bem", explicou Nunes.

Segundo ele, a Prefeitura de São Paulo participará da ação dividindo os custos do auxílio-aluguel com o Governo do Estado. A medida faz parte de um plano maior de reurbanização e recuperação do centro paulistano. “É algo que está bem avançado, que vai acontecer, porque o Tarcísio quer — e mais do que isso, é necessário que aconteça. Agora, precisamos contar com a colaboração dos moradores para eliminar aquele espaço do tráfico de drogas”, acrescentou.

A revitalização do centro de São Paulo é uma das principais pautas da atual gestão municipal. Além de obras de requalificação urbana, o projeto prevê incentivos fiscais para atrair moradores e investidores à região central, associando segurança pública, habitação social e infraestrutura urbana.

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