Rádio Bandeirantes
Rádio Bandeirantes

"O governo não tem responsabilidade", diz Marinho sobre proposta do 6x1

Senador do PL avalia que proposta precisa ser discutida com responsabilidade e critica condução do governo sobre o tema.

Da redação
DA REDAÇÃO

03/06/2026 • 09:58 • Atualizado em 03/06/2026 • 11:32

O senador Rogério Marinho (PL-RN) defendeu uma análise mais aprofundada da proposta que prevê o fim da escala 6x1 e a redução da jornada de trabalho. A declaração foi feita após o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, afirmar que o texto aprovado pela Câmara dos Deputados não necessariamente será mantido da mesma forma durante a tramitação na Casa.

Compartilhar

Para Marinho, a sinalização de Alcolumbre demonstra a necessidade de um debate mais responsável sobre o tema e leva em consideração os impactos que a medida pode gerar sobre o mercado de trabalho e a economia.

Segundo o parlamentar, a discussão não deve ser tratada como uma disputa política ou eleitoral. Na avaliação dele, há consenso sobre a importância de melhorar as condições de trabalho dos brasileiros, mas divergências sobre os caminhos para atingir esse objetivo.

"Qualquer cidadão brasileiro, de qualquer origem, de qualquer lugar, certamente não é contrário a que o trabalhador tenha uma redução de jornada. O que se discute é a forma como isso está se dando", disse.

Críticas ao governo

Durante a entrevista, Rogério Marinho criticou a condução do debate pelo governo federal e afirmou que a proposta está sendo influenciada por interesses eleitorais.

"O governo, além de não ter responsabilidade, está muito mais preocupado com as eleições."

O senador também argumentou que o Executivo não estaria avaliando adequadamente os efeitos econômicos da medida.

"Ele sequer é competente para entender que as repercussões que ocorrerão vão, ao fim e ao cabo, prejudicar aqueles que eles querem beneficiar, que é o trabalhador brasileiro."

Marinho afirmou ainda que o debate precisa considerar questões relacionadas à geração de empregos, ao crescimento econômico e à competitividade do país.

Tramitação no Senado

A proposta aprovada pela Câmara ainda precisará passar por diversas etapas no Senado antes de uma eventual votação em plenário. A declaração de Davi Alcolumbre de que o texto pode sofrer alterações foi vista por Marinho como um sinal positivo para ampliar o debate sobre o tema.

"Essa discussão, neste momento, está contaminada pelo debate eleitoral e o governo não tem nenhuma preocupação com o país, tem preocupação com as eleições."

Tópicos relacionados