A Sabesp começa nesta quarta-feira (27) a reduzir a pressão da água durante a noite na Região Metropolitana de São Paulo. A medida preventiva, autorizada pela Arcesp, busca preservar os mananciais que abastecem a capital e cidades vizinhas, que operam com apenas 38% da capacidade.
A redução ocorre todos os dias, das 21h às 5h, e deve se estender ao menos até meados de setembro, quando as chuvas da primavera devem aliviar o sistema. Mas afinal, o que muda para a população?
Quem será mais afetado?
Segundo a Sabesp, o impacto varia conforme a localização dos imóveis. Em bairros mais baixos, a pressão deve se manter quase inalterada. Já nas regiões mais altas, chamadas de pontos críticos, a queda tende a ser mais perceptível.
Imóveis sem caixa d’água própria podem enfrentar dificuldades maiores, enquanto quem tem reservatório doméstico dificilmente notará a mudança.
Em quais horários a pressão cai?
O corte ocorre diariamente das 21h até as 5h do dia seguinte. Durante esse período, a água chega às residências com menos força, podendo afetar torneiras e chuveiros, principalmente em casas localizadas em áreas elevadas.
Por quanto tempo vale a medida?
Ainda não há prazo definido para o fim da restrição. A Sabesp estima que a redução da pressão deve permanecer pelo menos até setembro, quando começa o período chuvoso. A medida pode ser revista caso os níveis dos reservatórios subam antes.
Como economizar água em casa?
Além da ação técnica, autoridades reforçam a necessidade de conscientização da população. O diretor da Arsesp, Tiago Veloso, lembrou que o consumo voltou a níveis anteriores à crise hídrica de 2014, acendendo um alerta.
Entre as recomendações estão evitar o uso de mangueiras para lavar calçadas ou carros, fechar a torneira ao escovar os dentes e reduzir o tempo de banho. “Medidas simples trazem grande resultado na preservação dos reservatórios”, destacou.
A situação dos sistemas é preocupante: o Cantareira opera com apenas 35% da capacidade, enquanto o Rio Grande, que costumava ficar perto de 100%, está em 58%. Os demais variam entre 20% e 30%.
Com a redução da pressão, a Sabesp espera garantir que a água disponível dure até a chegada das chuvas de primavera.
Texto gerado artificialmente e revisado por Band.com.br.
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