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O que se sabe até agora sobre a fraude bilionária ligada ao Banco Master

O que se sabe até agora sobre a fraude bilionária ligada ao Banco Master

Por Redação
REDAÇÃO

19/11/2025 • 09:13 • Atualizado em 19/11/2025 • 09:13

PF investiga fraude de R$ 12 bi

PF investiga fraude de R$ 12 bi

© Paulo H. Carvalho/Agência Brasília

A operação deflagrada pela Polícia Federal para investigar irregularidades no Banco Master desencadeou uma das maiores ações já registradas no sistema financeiro nacional. A prisão de Daniel Vorcaro, dono da instituição, ocorreu na noite de segunda-feira no Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, após a PF antecipar a ofensiva diante da suspeita de que ele tentaria deixar o país com destino a Malta. A chamada Operação Compliance Zero mira a emissão de títulos de crédito considerados falsos pelas autoridades.

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Foram expedidos cinco mandados de prisão preventiva, dois de prisão temporária e 25 mandados de busca e apreensão. Paralelamente, a Justiça determinou o afastamento do presidente do Banco de Brasília, Paulo Henrique Costa. O BRB havia tentado adquirir o Banco Master neste ano, mas a negociação foi barrada pelo Banco Central. Durante participação em CPI na Câmara, o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, afirmou que o esquema pode envolver cerca de R$ 12 bilhões em fraudes financeiras.

Segundo as investigações, o Banco Master adquiriu carteiras de crédito da empresa Tirreno e as revendeu ao Banco de Brasília por aproximadamente R$ 12,2 bilhões. O problema, apontam os investigadores, é que os títulos não existiam. O Banco Central confirmou que as transações ocorreram justamente no período em que o BRB tentava concretizar a compra do Master. Em entrevista anterior ao Canal Livre, o então presidente do BRB explicou que o banco buscava instituições que pudessem complementar sua capacidade de competir no mercado e que vinha adquirindo carteiras de consignado do Master desde o ano anterior.

O impacto direto da liquidação do banco levou milhares de clientes a buscar informações sobre como recuperar valores aplicados, especialmente em CDBs. O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) será responsável por ressarcir investidores com até R$ 250 mil por CPF. Para isso, o credor deverá se cadastrar no aplicativo oficial do fundo. Quem tinha valores superiores a esse limite dependerá do processo de liquidação e da existência de saldo remanescente, cenário considerado improvável no curto prazo.

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