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O que se sabe sobre as 2 mortes investigadas após vacinação contra dengue

Instituto busca identificar possíveis fatores associados a 43 reações graves e duas mortes registradas após a aplicação da Butantan-DV.

Da redação
DA REDAÇÃO

09/06/2026 • 14:11 • Atualizado em 09/06/2026 • 14:11

O Instituto Butantan e o Ministério da Saúde iniciaram uma investigação detalhada para esclarecer a ocorrência de 43 eventos adversos graves e duas mortes registradas entre pessoas que receberam a vacina Butantan-DV, imunizante contra a dengue desenvolvido pelo instituto paulista. A apuração ocorre após a suspensão temporária da vacinação anunciada pelo governo federal.

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Segundo dados divulgados pelas autoridades de saúde, cerca de 500 mil pessoas receberam a vacina desde o início da campanha. Entre esse universo, foram identificados 43 casos classificados como graves. Duas dessas ocorrências evoluíram para óbito e estão no centro das investigações conduzidas por especialistas.

Como a vacina foi incorporada ao SUS

A vacina Butantan-DV foi aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em 2025 e começou a ser aplicada em janeiro deste ano em projetos-piloto realizados em cidades selecionadas. Posteriormente, passou a integrar ações do Sistema Único de Saúde (SUS), inicialmente voltadas a profissionais da saúde.

Em entrevista, o diretor do Instituto Butantan, Esper Kallás, afirmou que a suspensão é uma medida preventiva e temporária, adotada para permitir uma análise aprofundada dos casos registrados.

Quem são os pacientes investigados

Entre os casos investigados está o de uma mulher de 48 anos que desenvolveu sintomas compatíveis com dengue grave e comprometimento neurológico 19 dias após a vacinação. O segundo óbito envolve um homem de 58 anos que apresentou quadro febril cinco dias após receber o imunizante, evoluindo para sintomas graves e choque refratário.

O que os estudos anteriores mostraram

De acordo com o Instituto Butantan, situações semelhantes não foram observadas durante os ensaios clínicos da vacina. Os estudos envolveram mais de 16 mil voluntários e indicaram elevados índices de eficácia e segurança, o que levou à aprovação do imunizante pela Anvisa.

Orientação para quem recebeu a vacina

As autoridades reforçam que pessoas vacinadas há mais de 21 dias e que não apresentaram sintomas estão fora do período considerado mais crítico para reações adversas. Já quem recebeu a dose recentemente deve procurar atendimento médico caso apresente sinais como febre, dor abdominal, vômitos, tontura ou sangramentos.