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"O Supremo não me mudou", diz Cármen Lúcia em meio a críticas

Em evento, ministra reconhece que a corte vive "momento de questionamento" e faz defesa pessoal de sua atuação, garantindo que não faz "nada de errado" e segue os princípios de sua criação.

Por Redação
REDAÇÃO

14/04/2026 • 10:33 • Atualizado em 14/04/2026 • 10:33

Cármen Lúcia

Cármen Lúcia

Adriano Machado/Reuters

Em meio a um crescente escrutínio sobre o Poder Judiciário, a ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), fez uma defesa enfática de sua integridade pessoal e profissional. Durante um evento em São Paulo, ela reconheceu que a corte "vive um momento de questionamento", uma aparente referência às polêmicas envolvendo o caso do Banco Master, e aproveitou a oportunidade para se dirigir diretamente à sociedade.

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"Não interessa a quem quer que seja, muito menos quem trabalha na área de direito constitucional, que a gente não seja legitimado permanentemente", afirmou a ministra, ressaltando que a responsabilidade dos juízes é contínua e vai além da nomeação inicial. "A legitimação não é só para o ingresso no Supremo, é para a permanência", pontuou.

Em um tom pessoal, Cármen Lúcia se posicionou como uma servidora pública e buscou tranquilizar a população quanto à sua própria conduta. "Da minha parte, eu digo aos senhores e senhoras aqui: podem dormir tranquilos, porque eu tento fazer o melhor todo dia e não há uma linha minha que não seja com base na lei", declarou.

Reforçando seu compromisso, ela foi taxativa: "Os senhores, quanto a mim, podem dormir sossegados. Eu não faço nada errado, nem nada que não seja rigorosamente honesto nos termos que eu aprendi".

A ministra concluiu sua fala com a frase que marcou seu pronunciamento, afirmando que seus valores permanecem inalterados apesar das pressões do cargo. "Eu não mudei e não vou mudar o Supremo, mas o Supremo também não me mudou. Eu continuo sendo quem a minha mãe e meu pai criaram", finalizou.

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