
Cármen Lúcia
Adriano Machado/Reuters
Em meio a um crescente escrutínio sobre o Poder Judiciário, a ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), fez uma defesa enfática de sua integridade pessoal e profissional. Durante um evento em São Paulo, ela reconheceu que a corte "vive um momento de questionamento", uma aparente referência às polêmicas envolvendo o caso do Banco Master, e aproveitou a oportunidade para se dirigir diretamente à sociedade.
"Não interessa a quem quer que seja, muito menos quem trabalha na área de direito constitucional, que a gente não seja legitimado permanentemente", afirmou a ministra, ressaltando que a responsabilidade dos juízes é contínua e vai além da nomeação inicial. "A legitimação não é só para o ingresso no Supremo, é para a permanência", pontuou.
Em um tom pessoal, Cármen Lúcia se posicionou como uma servidora pública e buscou tranquilizar a população quanto à sua própria conduta. "Da minha parte, eu digo aos senhores e senhoras aqui: podem dormir tranquilos, porque eu tento fazer o melhor todo dia e não há uma linha minha que não seja com base na lei", declarou.
Reforçando seu compromisso, ela foi taxativa: "Os senhores, quanto a mim, podem dormir sossegados. Eu não faço nada errado, nem nada que não seja rigorosamente honesto nos termos que eu aprendi".
A ministra concluiu sua fala com a frase que marcou seu pronunciamento, afirmando que seus valores permanecem inalterados apesar das pressões do cargo. "Eu não mudei e não vou mudar o Supremo, mas o Supremo também não me mudou. Eu continuo sendo quem a minha mãe e meu pai criaram", finalizou.
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