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OMS alerta estagnação no combate à violência contra mulheres no mundo

Relatório da OMS aponta que 1 em cada 3 mulheres sofre violência e que avanço global no enfrentamento é quase nulo.

Por Redação
REDAÇÃO

20/11/2025 • 16:16 • Atualizado em 20/11/2025 • 16:16

Violência contra mulheres: alerta da OMS

Violência contra mulheres: alerta da OMS

Reuters

A Organização Mundial da Saúde divulgou novos dados que expõem a persistência da violência contra mulheres em escala global e indicam que o avanço no enfrentamento do problema continua praticamente parado. Segundo o levantamento, quase uma em cada três mulheres no mundo, cerca de 840 milhões de pessoas, já sofreu violência física ou sexual ao longo da vida. A OMS classifica esse fenômeno como uma das crises de direitos humanos mais duradouras e menos enfrentadas do planeta.

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Somente no último ano, 316 milhões de mulheres, o equivalente a 11% das maiores de 15 anos, foram agredidas por um parceiro íntimo. De acordo com o relatório, a redução da violência doméstica nas últimas duas décadas foi de apenas 0,2% ao ano, ritmo considerado insignificante diante da dimensão do problema. Pela primeira vez, o levantamento incluiu também casos de violência praticada por agressores que não são parceiros. O resultado mostra que 263 milhões de mulheres foram vítimas de violência sexual fora de um relacionamento, incluindo estupro.

O estudo analisou informações de 168 países entre 2000 e 2023 e aponta ainda uma contradição: apesar da gravidade dos números e do crescimento das ameaças, o financiamento destinado a programas de prevenção diminuiu. Em 2022, somente 0,2% da ajuda global ao desenvolvimento foi direcionada à prevenção da violência contra mulheres, proporção considerada irrisória no relatório.

A violência também atinge meninas em idade precoce. No último ano, 12,5 milhões de jovens entre 15 e 19 anos, ou 16% desse grupo, foram vítimas dentro de casa. O documento destaca que países pobres e regiões afetadas por conflitos apresentam taxas significativamente superiores à média mundial, revelando o impacto direto da desigualdade.

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