
Alexandre de Moraes, ministro do STF
© Gustavo Moreno/STF
A decisão de Alexandre de Moraes de autorizar uma operação da Polícia Federal para apurar vazamento de informações sigilosas provocou reação no STF. A medida, relacionada ao inquérito das fake news, gerou incômodo entre ministros do Supremo Tribunal Federal.
Integrantes da Corte avaliam que a autorização para a investigação deveria partir do presidente do STF, Edson Fachin, e não de Moraes. A apuração trata do vazamento de dados sigilosos de autoridades, e o próprio Moraes, responsável por julgar o caso, também figura como uma das vítimas.
Segundo ministros ouvidos, o procedimento adequado seria a abertura de um inquérito separado para investigar as denúncias. Após essa etapa, o caso deveria ser distribuído a outro magistrado, evitando a concentração das apurações no mesmo processo que já tramita no Supremo desde 2016, conhecido como inquérito das fake news.
A avaliação interna é que a condução do caso pode gerar questionamentos sobre a regularidade processual e a divisão de competências dentro do STF. O inquérito das fake news, aberto para investigar a disseminação de informações falsas e ataques a ministros da Corte, segue sendo um dos temas mais sensíveis no tribunal.
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