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Operação no Porto de Santos intercepta 341 kg de cocaína em navio

Ação conjunta entre Receita Federal, Polícia Federal e Marinha do Brasil expõe tática ousada de traficantes para enviar drogas à Europa.

Por Redação
REDAÇÃO

12/05/2026 • 14:04 • Atualizado em 12/05/2026 • 14:04

Apreensão de cocaína no Porto de Santos em 2026

Apreensão de cocaína no Porto de Santos em 2026

Reprodução

Uma operação conjunta de forças federais resultou na apreensão de 341 quilos de cocaína no Porto de Santos, em uma ação realizada neste domingo. A droga estava oculta em um compartimento submerso de um navio, conhecido como "caixa de mar", demonstrando a constante evolução das táticas empregadas pelo tráfico internacional de drogas. A ação foi um esforço integrado entre a Receita Federal, a Polícia Federal e a Marinha do Brasil, que trabalham continuamente para fiscalizar o maior complexo portuário da América Latina.

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O entorpecente foi descoberto durante uma inspeção detalhada em uma embarcação atracada. Os agentes localizaram a droga na "caixa de mar", um compartimento que fica abaixo da linha da água e é utilizado para captar água do mar para o resfriamento dos motores do navio. A complexidade do método de ocultação evidencia o planejamento e os recursos das organizações criminosas, que utilizam mergulhadores para fixar as cargas ilícitas nos cascos dos navios, muitas vezes sem o conhecimento da tripulação ou dos proprietários da embarcação.

Após a retirada, a cocaína foi encaminhada para a sede da Polícia Federal em Santos, onde foi instaurado um inquérito. A investigação buscará não apenas realizar a perícia no material apreendido, mas também apurar a autoria do crime de tráfico internacional de drogas, identificando os responsáveis por colocar a substância no navio e os destinatários finais na Europa, destino comum para as drogas que partem do Brasil.

Este episódio se soma a uma estatística alarmante. Apenas no ano de 2026, as apreensões no Porto de Santos já ultrapassam uma tonelada de drogas, um reflexo tanto da intensidade da atividade criminosa na região quanto da eficácia das forças de segurança. A tática de usar os cascos dos navios é um desafio constante para as autoridades. Navios de grande porte se tornam vetores para o crime, exigindo uma fiscalização cada vez mais rigorosa e o uso de tecnologia avançada para detectar as cargas ilegais que, de outra forma, passariam despercebidas. A colaboração entre os órgãos federais tem sido fundamental para o sucesso de operações como esta, que visam desarticular as redes de narcotráfico e proteger as fronteiras do país.

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