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Operação revela policiais civis suspeitos de ajudar crime organizado em SP

Investigação aponta que agentes recebiam propina para destruir provas, atrapalhar investigações e lavar dinheiro com empresas de fachada e vale-alimentação.

Por Redação
REDAÇÃO

06/03/2026 • 10:23 • Atualizado em 06/03/2026 • 10:23

Polícia Civil

Polícia Civil

Reprodução/Agência SP

Uma operação policial realizada em São Paulo revelou um esquema envolvendo policiais civis suspeitos de atuar em favor do crime organizado. De acordo com um documento de 43 páginas do Ministério Público, os agentes recebiam propina para ocultar ou destruir provas e até interferir em investigações.

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A investigação aponta que o pagamento de propina ocorria em diversos locais, entre eles um hangar da Polícia Civil no Campo de Marte, na zona norte da capital paulista. Segundo o Ministério Público, havia entre os envolvidos uma sensação de impunidade e audácia na atuação do grupo.

O esquema foi descoberto a partir de outra investigação que inicialmente apurava a atuação de doleiros em casos de corrupção. Durante as apurações, autoridades identificaram conversas entre os doleiros e policiais civis, o que levou à abertura de uma nova linha de investigação e à operação realizada nesta semana.

Ao todo, foram expedidos 25 mandados de busca e apreensão e 11 de prisão. Nove deles foram cumpridos, incluindo sete agentes públicos ligados a setores importantes da Polícia Civil, como o Departamento Estadual de Investigações Criminais (DEIC).

De acordo com os investigadores, o dinheiro obtido com propina era lavado por meio de empresas de fachada, principalmente padarias e mercados. Uma das estratégias era o uso de vales-alimentação nessas empresas para dar aparência legal aos valores. Também foram identificadas operações com criptomoedas para ocultar a origem do dinheiro.

A investigação revelou ainda a troca de um HD que continha provas apreendidas. O equipamento teria sido levado para o Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania, onde criminosos conseguiram substituir o dispositivo original por outro idêntico, mas sem os arquivos.

Apesar da gravidade das denúncias, nenhuma autoridade comentou o caso publicamente. Em nota, a Secretaria da Segurança Pública e a Corregedoria da Polícia Civil informaram que estão colaborando com as investigações, que continuam para identificar outros possíveis envolvidos no esquema.