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Pai de Vorcaro continuou contratando serviços ilícitos após prisão do filho

Henrique Vorcaro é suspeito de efetuar pagamentos para obtenção de dados sigilosos e intimidações, em um esquema que teria movimentado R$ 2 bilhões.

Por Redação
REDAÇÃO

14/05/2026 • 11:40 • Atualizado em 14/05/2026 • 11:40

Henrique Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro

Henrique Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro

Divulgação

Henrique Vorcaro, pai do empresário Daniel Vorcaro, foi alvo de um mandado de prisão preventiva cumprido na manhã desta quinta-feira em Nova Lima, na região metropolitana de Belo Horizonte. A ação faz parte da sexta fase da Operação Cúmplice Zero, conduzida pela Polícia Federal, que investiga uma organização criminosa especializada na obtenção ilícita de dados sigilosos e na realização de intimidações físicas.

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As investigações apontam que Henrique Vorcaro seria o responsável por efetuar pagamentos aos executores desses serviços ilegais. A residência onde foi detido fica ao lado da casa do filho. Durante a operação no local, as autoridades apreenderam dez celulares, quatro computadores, uma arma, uma pasta de criptomoedas e R$ 40 mil em espécie.

Segundo a Polícia Federal, as suspeitas foram reforçadas pela descoberta de que Henrique presidia uma empresa cujas contas, ligadas a Daniel Vorcaro, registraram uma movimentação financeira superior a 2 bilhões de reais entre os anos de 2020 e 2025. Esses elementos foram cruciais para fundamentar o pedido de prisão.

Ao todo, a operação cumpriu 17 mandados de busca e apreensão em Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro, além de sete mandados de prisão preventiva. Entre os detidos está também um agente aposentado da Polícia Federal. Em uma decisão paralela, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o afastamento de uma delegada da Polícia Federal por suspeita de vazar informações sigilosas para o grupo.

No documento que autorizou as prisões, o ministro justificou a medida como necessária para a "garantia da ordem pública" e para "impedir a destruição de provas", destacando o alto conhecimento tecnológico dos envolvidos. As diligências na residência de Henrique Vorcaro continuavam ao longo da manhã, e ele ainda era aguardado na sede da Polícia Federal em Belo Horizonte para os procedimentos formais.

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