Rádio Bandeirantes Logo
Rádio Bandeirantes

Pane em São Paulo força o desvio de nove voos para o Galeão, no Rio

Falha técnica simultânea nas torres de Congonhas, Guarulhos e Viracopos suspendeu operações, gerando um efeito cascata de transtornos para milhares de viajantes.

Por Redação
REDAÇÃO

09/04/2026 • 11:11 • Atualizado em 09/04/2026 • 11:11

Galeão

Galeão

Fernando Frazão/Agência Brasil

Uma pane técnica de grande magnitude atingiu o sistema aéreo brasileiro na manhã desta quinta-feira, paralisando simultaneamente as operações nos três principais aeroportos de São Paulo: Congonhas, na capital; Guarulhos, na região metropolitana; e Viracopos, em Campinas. A falha, ocorrida no sistema de gerenciamento e controle das torres, suspendeu pousos and decolagens por aproximadamente uma hora, desencadeando um efeito cascata de cancelamentos e atrasos que afetou milhares de passageiros e desorganizou a malha aérea nacional.

Compartilhar

O problema, confirmado pela AENA, concessionária que administra Congonhas, e por companhias aéreas, começou nas primeiras horas da manhã, um horário de pico para o tráfego aéreo. Embora a operação tenha sido "parcialmente retomada", segundo notas oficiais, o cenário nos terminais era de caos e incerteza. Painéis de voo exibiam um mar de alertas em vermelho, indicando voos "atrasados" ou "cancelados" para destinos como Brasília, Curitiba, Salvador, Porto Alegre e a ponte aérea Rio-São Paulo.

O impacto da pane não se restringiu a São Paulo. O aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, informou ter recebido nove aeronaves que não conseguiram pousar em seus destinos originais em São Paulo, forçando um desvio de rota e deixando passageiros em outro estado, sem previsão de quando conseguiriam chegar ao seu destino final.

Nos saguões, o drama dos passageiros era evidente. Alessandro, que tinha um voo para Joinville (SC) partindo de Congonhas, encontrou seu voo cancelado e foi surpreendido com uma remarcação automática para a tarde, saindo do Aeroporto de Guarulhos. "O voo é três e pouco. Talvez eu vou ter que ir com os custos meus e depois reivindicar isso", relatou. Rafaela, que também viajava para Joinville, permanecia em Congonhas aguardando qualquer informação da companhia. "A gente está aguardando alguma informação aí, mas até o momento nada", disse.