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'Papa Francisco foi mais à esquerda possível', avalia Rodrigo Alvarez

Jornalista afirma que cardeais conservadores podem recolocar Igreja Católica mais ao centro, por incômodo com reformas do pontífice

Da redação
DA REDAÇÃO

22/04/2025 • 08:59 • Atualizado em 22/04/2025 • 08:59

Papa francisco durante evento na catedral de São Pedro, em 2015

Papa francisco durante evento na catedral de São Pedro, em 2015

Max Rossi/Reuters

A decisão de um novo Papa deixa fiéis e a Igreja Católica ansiosos pelo conclave, que deve ocorrer nas próximas semanas. Na avaliação do jornalista e especialista no cristianismo, Rodrigo Alvarez, a aposta é de um Papa moderado, longe do progressista que Francisco foi. "O fato dele escolher 108 dos 135 cardeais não é grande coisa, não dá para esperar lealdade de cardeais quando eles vão escolher o futuro da Igreja. A lealdade deles é com o que querem para a doutrina da Igreja", pontuou, durante participação no Jornal Gente, da Rádio Bandeirantes. Para Alvarez, Francisco poderia ser considerado de esquerda. "Se formos ver pelo espectro político, ele foi mais à esquerda possível, tocou em dogmas da Igreja instituídos por São Paulo", afirmou. O jornalista cita que o pontífice rompeu com o Novo Testamento durante a gestão. "O mais forte deles, para mim e evidente, porque está no Novo Testamento, é a condenação aos homossexuais. Paulo em três momentos muito veementemente, condena os homossexuais", diz, e explica:"Na carta aos Romanos, no primeiro capítulo, Paulo condena à morte os homossexuais. É um incômodo à Igreja lidar com isso, porque como que se tem em um livro sagrado um desejo de morte?". Para Alvarez, o Papa, quando acolheu os homossexuais, rompeu com a tradição desde São Paulo, o propagador do cristianismo. "Então os conservadores estão incomodados com toda essa mudança doutrinária e querem recolocar a igreja mais para o centro", avalia.

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