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Paraná Pesquisas: 24% dizem que podem votar em Flávio, 21% em Lula

Além dos eleitores convictos, análise da pesquisa mostra que o senador tem um campo maior de eleitores que "poderiam votar" nele, em um cenário de alta rejeição para ambos os pré-candidatos.

Por Redação
REDAÇÃO

31/03/2026 • 09:11 • Atualizado em 31/03/2026 • 09:11

Flávio Bolsonaro

Flávio Bolsonaro

Jefferson Rudy/Agência Senado

Uma análise detalhada da pesquisa do Instituto Paraná, realizada entre 25 e 28 de março, revela não apenas a intenção de voto, mas também o potencial de crescimento de cada candidato. Os números mostram que, além do eleitorado já decidido, há uma parcela significativa de entrevistados que considera a possibilidade de votar em cada um dos principais pré-candidatos, e nesse quesito, Flávio Bolsonaro (PL) leva vantagem sobre Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

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Conforme o levantamento, 24% dos entrevistados afirmam que "poderiam votar" em Flávio Bolsonaro, enquanto 21% dizem o mesmo sobre Lula. Este dado indica o "teto" de cada candidato, ou seja, o potencial máximo de votos que cada um poderia alcançar ao convencer os eleitores que hoje estão indecisos ou preferem outro nome, mas não os rejeitam completamente.

Essa diferença no potencial de voto está ligada a outros dois indicadores cruciais da pesquisa: o nível de conhecimento e a rejeição. Lula é um candidato amplamente conhecido por 83,3% do eleitorado, mas também possui a maior rejeição, que subiu de 45,3% para 47% entre janeiro e março. Ao mesmo tempo, seu índice de eleitores convictos (que votarão "com certeza") caiu de 31,5% para 30,4%.

Já Flávio Bolsonaro é menos conhecido (apenas 36,8% dizem conhecê-lo bem), o que lhe confere um maior espaço para crescer. Sua rejeição é alta (44,1%), mas numericamente inferior à de Lula e apresentou uma leve queda em relação a janeiro (44,7%). Em contrapartida, seu índice de eleitores convictos subiu de 26,3% para 30,1%.

Em um cenário de segundo turno com resultado apertado (45,2% para Flávio contra 44,1% para Lula), a capacidade de atrair o eleitor que "poderia votar" será decisiva, e os números atuais mostram uma leve vantagem no potencial de crescimento para o senador.

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