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Partido Novo anuncia ação no TSE contra Lula após homenagem no Carnaval

Legenda afirma que acionará a Justiça Eleitoral quando Lula registrar candidatura; oposição fala em propaganda antecipada e intolerância religiosa

Por Redação
REDAÇÃO

17/02/2026 • 11:45 • Atualizado em 17/02/2026 • 11:45

Lula na Marquês de Sapucaí

Lula na Marquês de Sapucaí

Reprodução/Ricardo Stuckert

A repórter Natália Ferreira trouxe, ao vivo de Brasília, a informação de que o Partido Novo anunciou que pretende acionar o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para pedir a cassação do registro de candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, após o desfile da Acadêmicos de Niterói na Marquês de Sapucaí.

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Segundo a legenda, a ação será protocolada caso Lula registre oficialmente candidatura à reeleição. A escola foi a primeira a desfilar no Grupo Especial do Carnaval do Rio e apresentou um enredo que retratou momentos da trajetória do presidente. Lula não desfilou, mas esteve presente no Sambódromo ao lado do prefeito do Rio, Eduardo Paes.

De acordo com a reportagem, não houve menção ao número do partido nem participação da primeira-dama ou de ministros no desfile. Ainda assim, alas e elementos do enredo trouxeram críticas e ironias a opositores políticos.

O ex-presidente Michel Temer se manifestou por meio de nota afirmando que a sátira política faz parte do Carnaval e que, como defensor da liberdade de expressão, não julga as escolhas artísticas. No entanto, criticou o que chamou de “irresponsabilidade fiscal” e fez referência às reformas realizadas em sua gestão.

Já o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, do Partido Novo, criticou uma ala do desfile que ironizava o conservadorismo. Para ele, houve intolerância religiosa contra evangélicos. O pré-candidato à Presidência, o senador Flávio Bolsonaro, também afirmou que vai ingressar com pedido no TSE para declarar Lula inelegível.

Apesar da orientação para evitar manifestações oficiais, o ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, publicou vídeo exaltando o desfile e a trajetória do presidente.

Em nota, a ala jurídica do Partido dos Trabalhadores afirmou que a manifestação foi espontânea, sem financiamento do partido ou do presidente, e que não houve pedido de votos, o que descaracterizaria propaganda eleitoral. A Acadêmicos de Niterói também declarou ter sofrido perseguições e tentativas de interferência artística, defendendo a autonomia da agremiação.

Outro tema abordado foi o estado de saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo informações divulgadas pelo vereador Carlos Bolsonaro, ele voltou a passar mal com crises de soluço. Bolsonaro permanece no núcleo de custódia da Polícia Militar, conhecido como Papudinha, no complexo da Papuda, em Brasília.

De acordo com decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, o ex-presidente tem direito a acompanhamento médico integral, com monitoramento 24 horas e possibilidade de transferência hospitalar, se necessário. A defesa voltou a pedir prisão domiciliar, alegando riscos à saúde.