
Viviane e Alexandre de Moraes
REUTERS/Adriano Machado
O patrimônio imobiliário do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, e de sua esposa, a advogada Viviane Barsi, tornou-se o foco de intenso escrutínio público após uma reportagem do jornal O Estado de S. Paulo revelar um crescimento exponencial de seus bens. Segundo o levantamento, o casal investiu R$ 23,4 milhões na compra de imóveis à vista ao longo de cinco anos, resultando em um aumento patrimonial de 266%. Atualmente, a família possui 17 imóveis, entre casas, apartamentos, terrenos e salas comerciais, avaliados em um total de R$ 31,5 milhões.
A investigação jornalística, baseada em informações de contratos registrados em cartório, traça um comparativo com o ano de 2017, quando Moraes tomou posse no STF. Naquele período, o patrimônio da família era composto por 12 imóveis, que somavam R$ 8,6 milhões. O salto significativo ocorreu enquanto o ministro ocupava uma das cadeiras mais importantes do Judiciário brasileiro e atuava como relator de processos de alta repercussão, como o inquérito das fake news. Até o momento, nem o ministro nem sua esposa se manifestaram publicamente sobre as informações divulgadas.
A reportagem também lança luz sobre a atuação profissional de Viviane Barsi, que é sócia-administradora de um escritório de advocacia em sociedade com os filhos, Alexandre e Juliana. De acordo com os dados, o número de ações patrocinadas por Barsi em tribunais superiores aumentou de 27 para 152. A administração dos bens da família é centralizada no Lex Instituto de Estudos Jurídicos, que conduziu a maior parte das transações imobiliárias.
Entre as aquisições mais notáveis, o jornal destaca três imóveis comprados após o escritório de Viviane Barsi firmar um contrato de prestação de serviços com o Banco Master. Trata-se de uma mansão de 700 metros quadrados em Brasília, avaliada em R$ 12 milhões; um apartamento de luxo em Campos do Jordão (SP), que custou R$ 4 milhões; e um apartamento no bairro Jardim Paulista, em São Paulo, adquirido por pouco mais de R$ 1 milhão. Essas transações, realizadas com valores nominais expressivos e pagas à vista, intensificam as perguntas sobre a origem dos fundos.
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