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Perícia descarta suicídio e aponta execução em feminicídio de policial

Laudos indicam que Gisele Alves Santana foi morta pelo marido, o tenente-coronel Geraldo Neto, agora réu por feminicídio e fraude processual

Por Redação
REDAÇÃO

19/03/2026 • 11:30 • Atualizado em 19/03/2026 • 11:30

Gisele Alves Santana

Gisele Alves Santana

Reprodução

A investigação sobre a morte da policial militar Gisele Alves Santana, de 32 anos, teve uma reviravolta decisiva após a conclusão dos laudos periciais. O caso, inicialmente tratado como suicídio, passou a ser enquadrado como feminicídio, com indícios de execução dentro do apartamento onde ela vivia com o marido.

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O principal suspeito, o tenente-coronel Geraldo Neto, foi preso preventivamente e responderá pelos crimes de feminicídio e fraude processual. Ele deve passar por audiência de custódia no Fórum da Barra Funda, na capital paulista.

De acordo com a perícia, a dinâmica do crime aponta que o oficial estava atrás da vítima no momento do disparo. Os laudos indicam que ele teria segurado o rosto da policial com uma das mãos e efetuado o tiro com a outra. Em seguida, teria colocado a arma na mão da vítima para simular suicídio.

Outros elementos reforçam essa conclusão: marcas de sangue incompatíveis com a versão apresentada, vestígios no banheiro e nas roupas do investigado, além de sinais físicos no corpo da vítima. Ao todo, mais de 20 exames periciais foram realizados.

A análise do celular do tenente-coronel também revelou um relacionamento marcado por controle, violência psicológica e conflitos frequentes. Mensagens indicam comportamento abusivo e reforçam o contexto de violência doméstica anterior ao crime.

Testemunhas relataram ainda que o oficial utilizava sua posição hierárquica para monitorar a rotina da esposa no ambiente de trabalho, causando constrangimento entre colegas.

O caso também levanta questionamentos sobre possíveis falhas na condução inicial da ocorrência. Entre os pontos levantados estão a preservação da cena do crime, a presença de terceiros no local e a conduta de agentes que atenderam a ocorrência.

A defesa de Geraldo Neto afirma que ele é inocente e sustenta a versão de suicídio, além de preparar um pedido de habeas corpus.

O episódio reacende o debate sobre feminicídio no Brasil, especialmente quando envolve agentes de segurança pública, e reforça a necessidade de rigor na apuração e responsabilização, independentemente de cargo ou posição.