
PF: ex-chefe do INSS recebia propina
© Lula Marques/ Agência Braasil.
A Polícia Federal afirma que o ex-presidente do INSS usava a influência dele no comando do Instituto para facilitar as fraudes em aposentadorias e pensões.
Em contrapartida, recebia uma propina mensal de 250 mil reais.
Alessandro Stefanutto está entre os presos ontem na quarta fase da "Operação Sem Desconto", que investiga o esquema bilionário de roubo em benefícios.
Ao todo, foram cumpridos mais de 60 mandados de busca e apreensão em 14 estados e no Distrito Federal - 8 pessoas acabaram detidas.
Durante a ação, foram recolhidos carros de luxo, fuzis e dinheiro.
Os alvos são suspeitos de participar do esquema que cobrava descontos ilegais de aposentados e pensionistas.
A estimativa é que os desvios tenham ultrapassado 6 bilhões de reais entre 2019 e 2024.
Além de Stefanutto, foram presos o ex-procurador do INSS Virgílio Ribeiro e a mulher dele, Thaisa Hoffmann.
E ainda André Paulo Fidelis, ex-diretor de Benefícios do INSS, e dirigentes da Confederação Nacional de Agricultores Familiares e do Instituto Terra e Trabalho.
Antônio Carlos Antunes Camilo, o "Careca do INSS", já estava preso, mas também foi alvo da operação.
Acusado de receber propina, o ex-ministro do Trabalho e Previdência de Jair Bolsonaro José Carlos Oliveira vai ser monitorado por tornozeleira eletrônica.
Já o deputado federal Euclydes Petterson, do Republicano de Minas, e o deputado estadual Edson Araújo, do PSB do Maranhão, foram alvos de busca e apreensão.
No Congresso, a CPMI do INSS ouviu Eric Fidelis, filho de André Paulo Fidelis - o advogado prestava depoimento quando foi informado da prisão do próprio pai.
As prisões desta quinta-feira vão ajudar nas investigações, que identificaram 3 escalões do esquema.
Um desses níveis é formado por laranjas e operadores do dinheiro.
Em nota, a defesa do ex-diretor do INSS classificou a prisão de Alessandro Stefanutto como ilegal, já que ele tem colaborado com as investigações.
Os outros presos negaram irregularidades.
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