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PF detalha esquema bilionário e mantém prisão de ex-presidente do BRB

Investigação aponta propina milionária em imóveis e suspeita de fraude envolvendo carteiras de crédito do Banco Master

Por Redação
REDAÇÃO

16/04/2026 • 14:41 • Atualizado em 16/04/2026 • 14:41

Paulo Henrique Costa

Paulo Henrique Costa

Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília

A prisão do ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, ainda depende de validação da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão foi tomada pelo ministro André Mendonça e precisa ser referendada pelo colegiado.

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Enquanto isso, o investigado segue detido na sede da Polícia Federal, em Brasília, com previsão de transferência para o Complexo da Papuda.

PF aponta esquema de corrupção e fraude

De acordo com a Polícia Federal, a nova fase da Operação Compliance investiga crimes como corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa. As apurações indicam que Paulo Henrique Costa teria recebido ao menos seis imóveis como vantagem indevida.

Os bens estão avaliados em cerca de R$ 146 milhões, sendo quatro localizados em São Paulo e dois no Distrito Federal. Parte desse montante, cerca de R$ 74 milhões, já foi rastreada pelos investigadores.

Intermediação de negócio irregular

Segundo a investigação, os imóveis teriam sido oferecidos como contrapartida para que o então presidente do BRB facilitasse a tentativa de compra do Banco Master. A operação acabou sendo barrada pelo Banco Central.

A suspeita é que recursos do BRB tenham sido utilizados para adquirir carteiras de crédito consideradas fictícias ou de baixa qualidade do Banco Master, gerando impacto financeiro relevante.

Operador financeiro também é preso

Outro alvo da operação é o advogado Daniel Monteiro, preso em São Paulo. Ele é apontado como responsável por estruturar operações financeiras que dificultavam o rastreamento do dinheiro.

Segundo a Polícia Federal, Monteiro teria recebido cerca de R$ 86 milhões e atuava na administração de fundos utilizados no esquema.

Investigação revela engrenagem sofisticada

Na decisão que autorizou as prisões, o ministro André Mendonça destacou a existência de uma “engrenagem ilícita” voltada à criação e comercialização de carteiras de crédito fictícias.

A investigação também aponta risco de continuidade das práticas ilegais, interferência no processo e necessidade de garantir a ordem econômica, o que fundamentou a prisão preventiva dos envolvidos.

Impacto financeiro ainda pode ser maior

Até o momento, estima-se que cerca de R$ 12 bilhões em ativos problemáticos do Banco Master tenham sido adquiridos pelo BRB. No entanto, o valor total ainda pode ser maior, já que dados completos não foram divulgados ao mercado.

As investigações continuam para dimensionar o alcance do esquema e identificar outros possíveis envolvidos.