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PF investiga Ciro Nogueira por receber vantagens indevidas do Banco Master

Senador é alvo de operação que apura o recebimento de mesadas e a apresentação de emendas parlamentares redigidas por assessoria de banqueiro.

Da redação
DA REDAÇÃO

07/05/2026 • 20:47 • Atualizado em 07/05/2026 • 20:48

A Polícia Federal deflagrou a quinta fase da Operação Compliance Zero, autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, tendo como alvo o senador Ciro Nogueira (Progressistas). As investigações apontam para um suposto esquema de corrupção envolvendo o parlamentar e o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. Segundo a PF, Nogueira teria atuado em favor dos interesses da instituição financeira no Congresso Nacional em troca de benefícios econômicos.

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Entre as vantagens apuradas pela Polícia Federal estão o recebimento de uma mesada que variava entre R$ 300 mil e R$ 500 mil, além do custeio de viagens internacionais, hospedagens em hotéis de luxo e voos privados. Um dos pontos centrais da investigação é a chamada "Emenda Master", um projeto protocolado pelo senador que visava ampliar a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) de R$ 250 mil para R$ 1 milhão por CPF. A perícia técnica da PF indica que o texto da emenda foi elaborado integralmente pela assessoria do banco e entregue ao senador em sua residência.

Claudio Zaidan, analista da Bandeirantes, classifica o caso como um ataque gravíssimo ao sistema democrático e ao princípio de representação parlamentar. Segundo Zaidan, o episódio transcende a corrupção convencional, configurando a "compra de um mandato" para atender a interesses corporativos específicos, o que fere a essência da atuação de um senador como representante do Estado.

A defesa de Ciro Nogueira, representada pelo advogado Antônio Carlos Almeida Castro (Cacai), nega qualquer irregularidade e questiona a fundamentação da medida de busca e apreensão. De acordo com a defesa, a ação baseou-se na análise de aparelhos celulares de terceiros, sem acesso direto a dispositivos do senador. No âmbito das medidas cautelares, Ciro Nogueira está proibido de manter contato com outros investigados, enquanto seu irmão, Raimundo Nogueira Lima, passa a utilizar tornozeleira eletrônica. O primo do banqueiro, Felipe Cansado Vorcaro, foi preso sob suspeita de atuar como operador financeiro do esquema.