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PF: Toffoli teria recebido dinheiro da venda do resort Tayaya

Relatório da Polícia Federal enviado ao presidente do STF, Edson Fachin, argumenta que ministro deveria ser declarado impedido após recuperação de conversas em celular de investigado.

Por Redação
REDAÇÃO

12/02/2026 • 11:51 • Atualizado em 12/02/2026 • 11:51

Ministro Dias Toffoli

Ministro Dias Toffoli

© Foto Paulo Pinto/Agencia Brasil

A crise envolvendo o Banco Master e a investigação no Supremo Tribunal Federal (STF) escalou de gravidade. Um relatório da Polícia Federal, agora nas mãos do presidente da corte, ministro Edson Fachin, aponta que o ministro Dias Toffoli deveria ter sua suspeição decretada no caso, argumentando que ele ainda não se declarou impedido de seguir na relatoria.

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A argumentação da Polícia Federal baseia-se na recuperação de conversas no celular de Daniel Vorcaro, apreendido em uma operação anterior envolvendo o Banco Master. A tecnologia da PF permitiu o acesso a mensagens, inclusive as que haviam sido apagadas, que continham menções ao ministro Dias Toffoli.

Segundo o relatório, Toffoli teria recebido dinheiro de uma empresa mantida em nome de seus irmãos. Essa empresa vendeu parte do resort Tayayá, localizado no norte do Paraná, a uma empresa controlada pelo cunhado de Daniel Vorcaro.

Em nota divulgada na noite de ontem, o ministro Dias Toffoli afirmou que, juridicamente, a Polícia Federal "não tem legitimidade para pedir a sua suspeição como juiz do caso, porque não é parte do processo". O ministro informou que a resposta sobre o conteúdo do pedido será apresentada diretamente ao presidente do STF, Edson Fachin. O entendimento na corte é que apenas a Procuradoria-Geral da República poderia fazer tal solicitação.

O episódio gera um grande constrangimento para o STF. A situação se agrava pelo fato de Toffoli ser o relator do caso do banco, que foi liquidado pelo Banco Central após a descoberta de uma fraude bilionária.

Esta não é a primeira vez que a atuação do ministro no processo gera estranhamento. Anteriormente, após o nome de um deputado federal aparecer em um negócio imobiliário com Daniel Vorcaro, Toffoli decretou sigilo absoluto sobre o processo, levantando questionamentos sobre a necessidade da medida e da competência do STF para julgar o caso.

Além disso, o ministro chegou a determinar uma acareação entre os envolvidos – incluindo Daniel Vorcaro, o então presidente do Banco de Brasília e um funcionário do Banco Central – antes mesmo de ouvir as partes separadamente, uma decisão incomum que foi revertida após a repercussão negativa. Outro ponto de constrangimento é a estrutura de propriedade do resort, que, no papel, pertencia aos irmãos do ministro em sociedade com um fundo de investimentos de um cunhado de Vorcaro. A história segue em desenvolvimento e mais detalhes devem surgir.

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