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Piloto de 27 anos morre após "banho de óleo" em trote no Paraná

Engenheiro Gustavo Lara sofreu asfixia mecânica após ritual de iniciação em Ponta Grossa; instrutor de voo foi indiciado por homicídio culposo.

Da redação
DA REDAÇÃO

21/07/2026 • 09:31 • Atualizado em 21/07/2026 • 09:31

Resumo

Um laudo pericial indicou que a morte do engenheiro Gustavo Lara, de 27 anos, ocorreu por asfixia mecânica após reação alérgica causada por um banho de óleo realizado como ritual de iniciação em uma escola de aviação em Ponta Grossa.

Um instrutor de voo aplicou o banho de óleo, foi indiciado por homicídio culposo e liberado mediante fiança de 3 mil reais, enquanto a polícia aguarda novo laudo para investigar se houve uso de substância adulterada ou aplicação inadequada do produto.

Uma médica explicou que pessoas com histórico de alergias, como a contrastes, frutos do mar ou picadas de insetos, podem apresentar predisposição a reações graves ao contato com produtos químicos usados em rituais como o ocorrido.

Um laudo pericial apontou ontem que a morte de um homem ocorrida em uma escola de aviação em Ponta Grossa, no Paraná, foi causada por uma reação alérgica após ele tomar um banho de óleo.

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A vítima é o engenheiro Gustavo Lara, de 27 anos. O banho de óleo é uma tradição da referida escola de aviação, funcionando como um ritual de iniciação e trote realizado sempre que o piloto faz o seu primeiro voo.

O caso aconteceu na última quinta-feira. O engenheiro começou a passar mal minutos após a realização do ritual.

Ele recebeu socorro no próprio local e foi transportado por uma ambulância, mas sofreu três paradas cardíacas no hospital e não resistiu.

Perícia aponta asfixia por exposição a produto químico

De acordo com o laudo da perícia, a causa da morte foi asfixia mecânica por exposição a um produto químico.

Diante desse resultado, a polícia agora aguarda a divulgação de um novo laudo pericial para verificar se havia outras substâncias misturadas na composição do óleo utilizado na atividade.

O delegado Lucas Petri informou que o objetivo atual da investigação é descobrir se de fato havia outro produto misturado ao óleo.

Petri explicou que, caso tenha sido utilizado um óleo comum, pode não ser configurada negligência ou imprudência por parte do instrutor de voo.

No entanto, o delegado ressaltou que a imprudência ou a negligência serão estudadas caso seja comprovado que o óleo foi jogado em partes do corpo inadequadas ou que o produto estava adulterado.

Instrutor é indiciado por homicídio culposo

O banho de óleo foi aplicado no piloto por um instrutor de voo da escola. O profissional chegou a ser preso pelo ocorrido, mas foi liberado para responder ao processo em liberdade após efetuar o pagamento de uma fiança no valor de 3 mil reais.

Ele foi indiciado por homicídio culposo, que é quando não há a intenção de matar.

Em seu depoimento oficial prestado à polícia, o instrutor declarou que o produto químico em questão já havia sido utilizado anteriormente em outros rituais de trote realizados na escola de aviação.

Alergias e predisposição a reações graves

A médica Beatriz Cordeiro explicou os aspectos clínicos que podem envolver a exposição a esse tipo de substância.

Segundo ela, algumas pessoas podem apresentar reações alérgicas severas a produtos químicos.

A profissional de saúde detalhou que pessoas que já possuem histórico de alergia a contrastes, frutos do mar ou picadas de insetos são classificadas como atópicas, o que significa que elas já possuem uma predisposição natural para desencadear reações alérgicas.

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