
PMs são presos por "bico" em empresa ligada ao PCC
Agência Brasil
Três policiais militares foram presos em uma operação da Corregedoria da Polícia Militar de São Paulo. Eles são acusados de realizar segurança privada para o dono da empresa de ônibus Transwolf, investigada pelo Ministério Público por suposta ligação com o PCC.
Entre os detidos está o capitão Alexandre Paulino Vieira, que atuava na assessoria policial militar da Câmara Municipal de São Paulo. Em nota oficial, a Câmara informou que o capitão integra o setor desde outubro de 2014 e que atuou de forma ininterrupta durante as gestões de cinco presidentes da Casa. Segundo o Legislativo municipal, não havia registros funcionais que desabonassem sua conduta no exercício do cargo, classificado como função de confiança.
A nota também esclarece que apenas um dos policiais presos fazia parte da assessoria militar da Câmara. Os outros dois PMs não são e nunca foram servidores ligados ao Legislativo paulistano.
A investigação aponta que os policiais teriam atuado como seguranças privados para a empresa, o que é proibido quando envolve organizações ou pessoas investigadas por atividades criminosas. A Corregedoria apura se houve favorecimento, proteção indevida ou uso da função pública em benefício da empresa.
O caso reacende o debate sobre o chamado “bico” policial. Embora o trabalho extra seja permitido em situações legais e para atividades lícitas, autoridades e especialistas ressaltam que qualquer vínculo com organizações criminosas configura falta grave e crime, sujeito a punições administrativas e penais.
As investigações continuam, e os PMs presos podem responder a processos disciplinares, além de ações na Justiça comum, a depender do avanço das apurações.
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