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Polícia apreende 22 carros em racha na Marginal e intensifica combate em SP

Operação da PM mira corridas ilegais na Marginal Pinheiros após suspeita de racha em acidente com Porsche no túnel Ayrton Senna

Por Redação
REDAÇÃO

15/04/2026 • 11:52 • Atualizado em 15/04/2026 • 11:52

A Polícia Militar intensificou o combate às corridas ilegais em São Paulo e apreendeu 22 veículos durante uma operação realizada na madrugada desta semana na Marginal Pinheiros, na zona oeste da capital. A ação ocorre em meio à investigação de um grave acidente no túnel Ayrton Senna, que levanta suspeitas de participação em racha envolvendo um carro de luxo.

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Segundo o Batalhão de Trânsito, a operação foi desencadeada após denúncias sobre a prática recorrente de disputas de velocidade em um trecho conhecido pela ausência de fiscalização eletrônica. A região, próxima ao Parque Villa-Lobos e com acesso à rodovia Castelo Branco, é apontada como ponto frequente de encontro de motoristas que promovem corridas ilegais durante a noite.

De acordo com a polícia, os participantes se reúnem em um posto de combustíveis na pista lateral da Marginal e, a partir dali, realizam manobras perigosas e disputas de velocidade, muitas vezes registradas em vídeos e divulgadas nas redes sociais.

Durante a ação, além dos veículos apreendidos — incluindo modelos de luxo como BMW —, motoristas e até espectadores foram autuados. A polícia entendeu que quem assiste e grava as corridas também contribui para incentivar a prática ilegal.

Participar de racha é considerado infração gravíssima, com multa de R$ 2.934, sete pontos na carteira de habilitação e possibilidade de apreensão do veículo. Os carros recolhidos foram encaminhados ao pátio do Detran, em Caieiras. Ninguém foi preso na operação.

A intensificação da fiscalização ocorre após um acidente registrado no túnel Ayrton Senna, entre domingo e segunda-feira, envolvendo um Porsche. A Polícia Civil apura se o motorista participava de um racha no momento da colisão. O caso ganhou repercussão após versões contraditórias sobre quem conduzia o veículo.

Além disso, autoridades destacam que a cidade já contabilizou mais de 360 ocorrências de rachas apenas entre janeiro e março deste ano, evidenciando a persistência do problema.

Paralelamente, a Polícia Civil também realiza a Operação Drake, que mira uma quadrilha especializada no roubo de motocicletas de alta cilindrada. O grupo atuava com violência em rodovias e utilizava os veículos tanto para ostentação quanto para desmanche e revenda de peças no mercado ilegal.

As investigações apontam que a organização possuía uma estrutura completa, envolvendo desde o roubo até a comercialização das peças. Nesta fase da operação, estão sendo cumpridos oito mandados de prisão e 17 de busca e apreensão na capital e na região metropolitana.

Especialistas e autoridades defendem o aumento da fiscalização, incluindo a ampliação do número de radares e o monitoramento por câmeras, como medidas necessárias para coibir a prática dos rachas e reduzir os riscos à segurança viária.