
Polícia apreende 4 milhões de produtos falsificados em depósitos clandestinos no Brás
Reprodução/Agência SP
A Polícia Civil realizou uma operação de grande porte nesta quinta-feira na região do Brás, no centro de São Paulo, e apreendeu cerca de 4 milhões de produtos falsificados. A ação ocorreu em uma vila de casas que funcionava como depósito clandestino para mercadorias que seriam distribuídas no comércio popular da capital.
De acordo com as investigações, o local, aparentemente residencial, era utilizado de forma estratégica para ocultar a atividade ilegal. A estrutura contava com imóveis posicionados em uma viela fechada por portão, o que dificultava a identificação da movimentação e o trabalho de fiscalização.
Entre os itens apreendidos estavam roupas, calçados, brinquedos, mochilas e artigos esportivos. Todo o material estava sem documentação de origem, o que caracteriza crime contra a propriedade industrial. Segundo a polícia, os produtos abasteceriam o comércio do Brás e outras regiões centrais de São Paulo.
O delegado Wagner Carrasco, responsável pela operação, afirmou que a identificação do local foi resultado de um trabalho contínuo de investigação, com apoio de marcas prejudicadas pela falsificação. Ele destacou que o esquema funcionava de forma discreta e com fácil escoamento para os pontos de venda.
Durante a ação, quatro homens e uma mulher foram presos. Outras cinco pessoas foram identificadas e seguem sob investigação. Os responsáveis pelos imóveis também foram localizados, sendo que alguns espaços eram alugados e outros de propriedade dos envolvidos.
Além do crime contra a propriedade industrial, parte dos investigados poderá responder por infrações previstas na Lei Geral do Esporte, já que havia comercialização de produtos ligados a entidades esportivas com marcas falsificadas.
Em nota, a Associação de Lojistas do Brás manifestou apoio à operação policial. A entidade destacou que a pirataria representa concorrência desleal, prejudica a indústria nacional e pode estar associada a outras práticas ilegais, como corrupção, evasão de divisas e financiamento de atividades criminosas.
O caso foi registrado como cumprimento de mandado de busca e apreensão, envolvendo crimes relacionados à falsificação de marcas e comercialização irregular de produtos. A polícia segue investigando a origem das mercadorias e a possível ligação com organizações criminosas.
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