
golpe
Polícia Civil de SP/Divulgação
A Polícia Civil de São Paulo realizou uma operação na manhã desta quinta-feira (13) na Zona Leste da capital, que resultou na prisão de cinco pessoas. A ação mirou uma quadrilha especializada no golpe do "chupa-cabra" contra idosos em diversas cidades do interior paulista.
O golpe, que utiliza um dispositivo para reter o cartão da vítima no caixa eletrônico, gerou um prejuízo estimado de R$ 48 mil a oito vítimas identificadas até o momento.
O esquema do golpe
Segundo o delegado Marcelo de Souza, o grupo adulterava os terminais eletrônicos com o dispositivo "chupa-cabra", que retinha os cartões.
O esquema funcionava em três etapas:
Instalação e Retenção: A quadrilha instalava o dispositivo nos terminais, fazendo com que o cartão da vítima ficasse preso.
Engenharia Social: Um membro da quadrilha se aproximava, oferecia ajuda e fornecia um número falso de uma central de atendimento. Os criminosos inclusive deixavam cartões com esse número falso nas agências, fazendo o contato parecer legítimo. Por meio dessa "engenharia social", a vítima fornecia dados pessoais, senhas e documentos.
Saque e Limpeza da Conta: Um terceiro elemento retornava ao terminal, removia o dispositivo com o cartão retido e, de posse das informações, realizava saques e transações bancárias, "limpando a conta da vítima".
O apresentador Joel Datena ressaltou a sofisticação da fraude: "Eles bandidos, colocarem um adesivo no próprio caixa eletrônico mesmo, ali onde fica as informações do banco, da central, eles fazem algo idêntico, muito bem feito e colocam ali".
Apreensões e investigação
As investigações começaram após uma ocorrência registrada em setembro do ano passado, em Palmital. O golpe foi registrado também em Adamantina, Cândido Mota, Junqueirópolis, Martinópolis, Ourinhos, Pirajuí e Presidente Prudente.
Na manhã de hoje, oito mandados de busca domiciliares foram realizados, resultando na apreensão dos seguintes itens:
Dispositivos eletrônicos; Máquinas de cartão; Chips de telefonia; R$ 2.400 em dinheiro.
Esses itens devem permitir à polícia identificar outros membros da quadrilha. Dois dos sete mandados de prisão temporária expedidos ainda não foram cumpridos. A operação foi conduzida por agentes do Departamento de Polícia Judiciária do Interior, com apoio do Garra e do DOPE.
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