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Polícia derruba mais de 90 perfis que divulgaram vídeo de estupro coletivo

Investigação agora tenta identificar responsáveis por contas falsas usadas para compartilhar imagens da violência contra dois meninos na Zona Leste da capital.

Da redação
DA REDAÇÃO

07/05/2026 • 11:45 • Atualizado em 07/05/2026 • 11:58

Redes sociais

Redes sociais

Redes sociais (Foto: Pixabay)

A Polícia Civil de São Paulo derrubou mais de 90 perfis em redes sociais que divulgavam vídeos do estupro coletivo de dois meninos, de 7 e 10 anos, na Zona Leste da capital paulista. Segundo as investigações, as contas eram falsas e foram criadas exclusivamente para espalhar as imagens da violência.

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O caso aconteceu no bairro Jardim Helena e ganhou repercussão após a irmã de uma das vítimas descobrir os vídeos nas redes sociais e procurar a polícia.

Investigação continua

Agora, a polícia trabalha para identificar os responsáveis pelos perfis. De acordo com os investigadores, é possível diferenciar publicações feitas para denunciar o crime daquelas criadas com objetivo criminoso de divulgar as imagens da violência sexual.

Até o momento, um adulto foi preso e quatro adolescentes apreendidos. Todos confessaram participação no crime.

Atendimento às vítimas

Os dois meninos seguem em centros de acolhimento em São Paulo, recebendo atendimento psicológico e assistência especializada. Familiares também passaram a receber acompanhamento após relatos de ameaças e intimidações. Por segurança, as famílias deixaram suas casas e foram levadas para locais não divulgados.

Projeto aumenta penas

Em meio à repercussão do caso, a Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que aumenta penas para crimes sexuais. A proposta prevê punições mais duras para estupro, assédio sexual e crimes previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente.

O texto agora segue para análise do Senado Federal.

Debate sobre maioridade penal

O caso reacendeu o debate sobre a redução da maioridade penal, já que quatro dos envolvidos no estupro coletivo são menores de idade. Durante o Manhã Bandeirantes, comentaristas cobraram que o Congresso volte a discutir propostas relacionadas ao tema diante do aumento de casos graves envolvendo adolescentes.

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