
Redes sociais
Redes sociais (Foto: Pixabay)
A Polícia Civil de São Paulo derrubou mais de 90 perfis em redes sociais que divulgavam vídeos do estupro coletivo de dois meninos, de 7 e 10 anos, na Zona Leste da capital paulista. Segundo as investigações, as contas eram falsas e foram criadas exclusivamente para espalhar as imagens da violência.
O caso aconteceu no bairro Jardim Helena e ganhou repercussão após a irmã de uma das vítimas descobrir os vídeos nas redes sociais e procurar a polícia.
Investigação continua
Agora, a polícia trabalha para identificar os responsáveis pelos perfis. De acordo com os investigadores, é possível diferenciar publicações feitas para denunciar o crime daquelas criadas com objetivo criminoso de divulgar as imagens da violência sexual.
Até o momento, um adulto foi preso e quatro adolescentes apreendidos. Todos confessaram participação no crime.
Atendimento às vítimas
Os dois meninos seguem em centros de acolhimento em São Paulo, recebendo atendimento psicológico e assistência especializada. Familiares também passaram a receber acompanhamento após relatos de ameaças e intimidações. Por segurança, as famílias deixaram suas casas e foram levadas para locais não divulgados.
Projeto aumenta penas
Em meio à repercussão do caso, a Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que aumenta penas para crimes sexuais. A proposta prevê punições mais duras para estupro, assédio sexual e crimes previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente.
O texto agora segue para análise do Senado Federal.
Debate sobre maioridade penal
O caso reacendeu o debate sobre a redução da maioridade penal, já que quatro dos envolvidos no estupro coletivo são menores de idade. Durante o Manhã Bandeirantes, comentaristas cobraram que o Congresso volte a discutir propostas relacionadas ao tema diante do aumento de casos graves envolvendo adolescentes.
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